Por Genésio Pereira dos Santos

O Plano Nacional de Logística-PNL e o que está na fita, em voga, e recebeu a responsabilidade de construção, analiticamente, das novas malhas ferroviárias. Das 6 existentes, concessionadas somente 2 atendem bem à circulação de cargas, e não permitem, em suas linhas a circulação de trens de passageiros.

Reduzir a incidência do transporte rodoviário é um dos objetivos do PNL. Aumentar a participação do modo ferroviário trará sensível economia para o País, só não vê quem não crer. Até aqui, alguns presidentes da República estavam míopes.

Nunca é tarde para se mudar o rumo e corrigir-se o percurso de uma administração omissa. Analogamente, é aplicável a ideia consubstancial às construções de novas ferrovias em potencial. Embora tardiamente, o governo desperta para a sua realidade adormecida por vários anos e lança-se para tentar investir no modo ferroviário.

A saída desse entrave se faz necessária, e não deverá demorar, cerca de 7 anos, como declarou o ministro de Transportes, pois, se assim o for, os objetivos estarão envelhecidos, “no tempo e no espaço” (meu jargão).

Esse mastodôntico projeto terá que ser tocado por um cartel de empresas, capitaneado pelas concessionárias das Malhas primárias, pois, sabe-se que os recursos ser volumosos. Que não haja corrupção no pedaço.

Todos têm que varrer para dentro das ferrovias, eliminando-se todos os obstáculos, canalizando-se as demandas de fontes financeira, burocrática, logística; a pior delas, no contexto, é a política, pois, não faltará quem vai puxar o freio de mão, para o desaceleramento do mega-projeto anunciado, considerando-se que muitos da órbita rodoviária vão-se sentir ameaçados.

O futuro governo é que conduzirá a consecução do ambicioso desafio de redenção ferroviária, colocando, em sua pauta de gestão, o princípio da prioridade absoluta, pois, tem-se que recuperar o tempo perdido e o conseqüente atraso do sistema viário, constituído dos modos ferroviário, rodoviário, hidroviário, dutoviário, portuário por agregação, etc.

Não devemos olhar para trás e buscar desculpas para não acreditar no sucesso da difícil empreitada, porque outros planos pretéritos foram malsucedidos, não foram concretizados, todavia, não se deve estacionar no que não deu certo. Acreditar no futuro deste País é preciso.

O Brasil tem que ter, futuramente, uma rede nacional de ferrovias, numa versão diferenciada, tendo-se em vista a sua dimensão continental e não pode ficar a reboque das rodovias, pois, a cada ano, apesar de que crescem as nossas produções agrícolas, produtos siderúrgicos e uma série de insumos, cujo transporte acima de 500 km, deve ser por sobre trilhos, sem embargos.

Advogado/Jornalista/Escritor

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