Colaboração de Álvaro Sanches, diretor da FNTF
Por Fernando Abelha
O Superintendente de Gestão de Pessoas da INFRA S.A., Cleber Dias da Silva Júnior, enviou Ofício à Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF e sua base sindical, pelo qual informa que “…em conformidade com o registro da última reunião, segue o agendamento de reunião a ser realizada presencial e por vídeo conferência, no dia 14 de maio de 2026, às 14:30h, com a finalidade de tratar do Acordo Coletivo de Trabalho dos empregados da Infra S.A.-RFFSA…”.
Em reunião realizada em 22 de abril, a INFRA S.A ofereceu 80% do INPC, (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o que foi rejeitado pela FNTF.
O INPC referente ao mês de maio de 2026 ainda não foi divulgado pelo IBGE. A publicação oficial, que reporta o índice do mês anterior, está agendada para 12 de junho de 2026. Em março, último índice conhecido INPC, foi de 3.77%, o que na verdade não retratrada a realidade, de vez que é sabido ser a inflação bem maior que o divulgado pelo IBGE.
Tendo como referência o índice de março, se acatada a proposta da INFRA S.A., os ferroviários ativos, aposentados e pensionistas teriam um aumento de 3,016%, o que agravaria, mais ainda, as perdas salariais impostas pelos últimos governos aos ferroviários da extinta RFFSA, hoje em torno dos 60%.

O INPC acumulado entre maio/25 e abril/26, divulgado agora há pouco, foi de 4,11%. Com a aplicação do índice proposto pela Infra, o reajuste seria de 3,28%. Muitas categorias profissionais têm conseguido reajustes na faixa entre 5% e 6%.
Com o INPC de abril (0,81) o acumulado nos últimos 12 meses foi de 4,11% , se pagarem 80% disso dará 3,28%.