Comentários de Fernando Abelha

Pesquisa e edição: Luis Fernando Salles

Desde o Brasil Império é cobiçada a ligação através da ferrovia, do Oceano Atlântico com o Pacífico. São várias a ídéias e projetos. Falta, apenas, a vontade política, de vez que às vantagens ecômicas para o nosso país são flagrantes.

O abandono da malha ferroviária pelas concessionários começa a gerar reação de determinados segmentos da sociedade brasileira. Projeto de médio e longo prazo, o Corredor Ferroviário Central, unindo os postos de Santos (Atlântico) e Ilo (Pacífico), no Peru, é uma alternativa de transporte que pode ser operada de imediato por Mato Grosso do Sul, a partir da recuperação da Malha Oeste – entre Três Lagoas e Corumbá. Esta é a proposta do Governo do Estado, ao reiterar junto ao Governo Federal a garantia dos investimentos da concessionária ALL/Rumo. Não é uma ferrovia ponta-a-ponta já existe que existe a ligação ferroviária com Santa Cruz, na Bolívia.

Representantes de interesses econômicos ligados às  exportações da nossa produção agrícola para a Ásia, EUA e Mercado Comum Europeu defendem que o projeto do novo corredor consolida, também, a política do nosso governo de estreitar relações com os países vizinhos, principalmente com a Bolívia. Essa decisão estratégica já nos permitiu avançar muito e hoje temos uma forte relação comercial com o Paraguai. Enquanto os investimentos para o corredor não chegam, podemos operar a ferrovia até Santa Cruz de La Sierra levando e trazendo cargas, e para isso é fundamental a recuperação da Malha Oeste, defendem os técnicos.

Fonte: MidiaMax