Por Bruno Favarini

O governo federal deve avançar na renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI, com previsão de investimentos que podem chegar a R$ 34 bilhões ao longo das próximas décadas.

O novo contrato prevê pelo menos R$ 24 bilhões em investimentos obrigatórios, podendo alcançar R$ 34 bilhões com aportes adicionais. Desse total, cerca de R$ 8 bilhões devem ser destinados a Minas Gerais.

Um dos principais pontos do modelo é a ausência de cobrança de outorga — valor pago pelas concessionárias ao governo. Nesse caso, os recursos serão direcionados integralmente para melhorias na própria ferrovia.

“Em vez de pagar a outorga, todo o dinheiro está sendo reinvestido na própria malha da ferrovia. Não adianta comprar a locomotiva se não estou melhorar os trilhos, melhorando a capacidade operacional”. Afirmou diretor da FCA e seguiu.

De acordo com o governo, os investimentos devem priorizar a recuperação da via permanente, aquisição de locomotivas e vagões e ampliação da capacidade de transporte. A expectativa é reduzir gargalos logísticos e aumentar a eficiência do escoamento de cargas.

Durante o evento, o presidente da VLI, Fábio Marchiori, destacou que a renovação deve garantir um ciclo contínuo de investimentos. “A nossa perspectiva, daqui para a frente, com a renovação da FCA, é manter um ciclo de investimentos na casa de 30 bilhões de reais, pelos próximos 30 anos”, afirmou.

A proposta também inclui projetos como o corredor ferroviário entre Corinto (MG) e Campo Formoso (BA), além de estudos para o contorno ferroviário de Belo Horizonte. O processo ainda será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), com expectativa de conclusão antes do fim do contrato atual, previsto para agosto.

Internet: Bruno Favarini