Por Fernando Abelha

A propalada reforma da Previdência Oficial – INSS e a fiscalização da Previdência Complementar Privada- Fundos de Pensão, pela PREVIC, órgão do Ministério da Fazenda, são assuntos de fundamental importância para quase totalidade dos ferroviários que são hoje aposentados.

Como todos são sabedores o governo, constantemente, ameaça reduzir as nossas aposentadorias do INSS no caso de a reforma da Previdência não ser aprovada pelo Congresso Nacional e apresenta números mirabolantes para justificar a sua pretensão. Por sua vez, a Secretaria de Previdência Complementar – PREVIC desenvolve ampla fiscalização nos Fundos de Pensão, principalmente, das Estatais.

No Senado Federal a Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, presidida pelo senador Paulo Paím, joga por terra todos os argumentos defendidos pelos técnicos da área econômica do governo. Sobre a Previdência Oficial, não sabemos, na realidade, onde se encontra a verdade, se com o senador Paulo Paim ou com os burocratas do executivo.

Sobre este polêmico assunto, mais uma vez, o estatístico Nelson Fernandes Cruz, presidente da Associação dos Aposentados da Rede Ferroviária Federal – AARFFSA publicou, em 06 de fevereiro, no jornal O Globo, o seguinte comentário:

“Governantes parecem não estar a par do trabalho da CPI da Previdência, presidida pelo senador Paulo Paim. Recomendo que leiam algumas frases repetidas abaixo, contidas na Cartilha da CPI, conforme segue: “O superávit de 2000 a 2015 foi de R$ 2,127 trilhões”; “A apropriação indébita foi de R$ 30 bilhões por ano”; “Desvios pelo DRU em torno de dez a doze anos, R$ 1,5 trilhão”. Se fosse cumprido o que manda nossa Constituição, teríamos hoje mais de R$ 10 trilhões em depósitos. É imperioso que alguém desminta os números divulgados pelo governo, porque estão querendo enganar toda uma nação. Nelson Fernandes Cruz, presidente da AARFFSA”.

Por sua vez a Agência de Notícias do Senado Federal divulgou, anteontem, o seguinte texto:

Paim: Sonegação prejudica a Previdência Social

Em pronunciamento nesta terça-feira (6), o senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a criticar a proposta de reforma previdenciária, em tramitação na Câmara dos Deputados, e disse que a sonegação é um dos maiores problemas a serem enfrentados pelo governo no setor.
Anualmente, disse Paim, R$ 30 bilhões são recolhidos pelo governo dos trabalhadores, mas esses recursos não são repassados à Previdência Social, como prevê a legislação em vigor.

– Se tivesse estrutura para combater a sonegação, estariam resolvidos os problemas da Previdência, saúde e assistência social – reforçou Paim.

Fonte: Saite da AARFFSA e Agência Senado