Pesquisa e edição por Luis Fernando Salles

Se os prazos estabelecidos pela CPTM e pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) forem cumpridos, em abril do ano que vem estreará um trem expresso entre o centro de São Paulo e o aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos. A viagem, a partir do histórico terminal da Luz, vai durar cerca de 35 minutos.

Não é a primeira previsão. Desde 2002 existe a promessa de governos tucanos para a criação de uma viagem expressa sobre trilhos no trecho. Quem chegar à estação Aeroporto, porém, ainda terá que caminhar para acessar uma passarela coberta e pegar um ônibus da concessionária que gerencia Cumbica. Aí sim, com mais cerca de dez minutos, chegará ao terminal de embarque mais próximo.

O serviço de ônibus para os passageiros que desembarcarem do trem ficará a aproximadamente 500 metros do terminal 1 e a 2,5 quilômetros do terminal 3 de Cumbica. O expresso deverá ter quatro partidas diárias em cada sentido, em horários estratégicos para os voos. Mas não será a única opção para chegar de trem ao aeroporto.

O usuário também poderá utilizar o serviço convencional da CPTM. Ambos terão os trilhos da futura linha 13-jade como rota até Cumbica. As principais diferenças serão:

1) no tempo de viagem. O serviço convencional a partir da Luz, com paradas nas estações, deve levar ao menos 52 minutos, sem contar ainda o tempo no deslocamento a pé para fazer duas baldeações;

2) no preço da passagem. A viagem com o expresso deve custar entre R$ 5 e R$ 10, o que ainda está em estudo, enquanto o convencional terá como base a tarifa simples do transporte, hoje de R$ 3,80.

Na estação da Luz, diz a CPTM, devem ser instalados guichês das principais companhias aéreas do país. A estatal diz estar em reta final de negociação com Latam e Gol. Caso avance, os passageiros poderão fazer check-in e imprimir as etiquetas de suas bagagens –por questões de segurança, não será possível despachar as malas diretamente na estação da Luz.

A CPTM planeja ainda construir um elevador numa das torres da Luz, para facilitar o acesso dos passageiros, com suas bagagens, à plataforma de embarque do trem. A abertura do elevador, no entanto, depende da liberação do conselho responsável pelo patrimônio histórico, já que o prédio é tombado.

Fonte: Folha de São Paulo, Internet