Por Fernando Abelha
A inércia sindical é comportamento de líderes enganadores que se acomodam e negligenciam nos papeis que lhes foram confiados estatutariamente.
No caso dos ferroviários, Sindicatos, Federações e Associações deveriam servir aos seus trabalhadores sem teimosia obtusa, e sem a negativa liberdade discricionária, para enfim decidir qual é a melhor solução, quanto ao massacre dos cruéis reajustes da categoria.
Haja vista o que acontece aos ferroviários da extinta RFFSA, hoje com perdas salariais históricas, que de acordo com recente oportuno estudo do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, essas perdas atingem a 78,02% em seus rendimentos, constatação essa, obtida conforme o estudo, oportunamente, solicitado ao citado Departamento, pelo SINDFER/PB – Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários da Paraíba, pelo que a categoria fica agradecida.
Os referidos estudos representam caminho singular e concreto para que as lideranças da categoria lutem pela revisão das perdas salariais dos ativos, com reflexos nas aposentadorias e pensões dos ferroviários da extinta RFFSA.
Todavia, ficam as indagações:
Lutar através de pleitos sindicais, adiantou?
Lutar em negociações políticas junto a parlamentares, adiantou?
Apelar ao poder executivo, adiantou?
Tudo isto já foi feito com zero sucesso, piorado com a inércia que restou pela tibieza dos líderes que acham já terem feito de tudo.
Resta apenas um único caminho: Aproveitar o excelente estudo do Dieese e recorrer ao Poder Judiciário.
Para tanto, a categoria dos ferroviários dispõe de quatro Federações: Duas de Trabalhadores Ferroviários, uma de Engenheiros e outra de Aposentados e Pensionistas, todas com abrangência nacional que, isoladamente ou unidas, fariam valer sua obrigação de liderança e, assim, socorreriam a milhares de famílias de nossos companheiros ferroviários que vivem na miséria, com seus salários aviltados.
Veja, são 22 níveis da Tabela de Cargos e Salários da RFFSA, abaixo do salário-mínimo o que atinge a cerca de 17 mil ferroviários aposentados e as pensionistas.
Se ainda restam lideranças ferroviárias, então vamos vencer a inércia e impetrar imediatamente a desejada Ação Judicial Trabalhista em favor da categoria, no que poderá contar, também, com o resultado da Comissão Paritária de 2014, conduzida, então, pelo saudoso Hélio Regato e reconhecida pela diretoria da VALEC, as perdas salariais, à época, em torno de 34%.
Somos sabedores que o caminho jurídico do Dissídio Coletivo através do TST, por muitas vezes utilizado com sucesso por Hélio Regato, quando presidente da FNTF, sempre vitorioso, hoje depende da concordância do empregador. Verdadeira piada imposta aos trabalhadores pelo Poder Executivo e Parlamentar, através de famigerada Reforma Trabalhista, engolida pelo poder sindical.
Sabemos, também, que uma ação ordinária levará anos para que nossa demorada justiça, faça justiça. Não importa. Uns poucos ferroviários ainda vivos serão beneficiados e, certamente, os filhos e netos dos que vierem a falecer, também o serão.
Ou isso, ficarmos de braços cruzados aguardando acontecer, o que nunca acontecerá.
Já chega né, por que aceitar o “perdeu mané”?!!!

PARABENS AO NOBRE PROFESSOR ESCRITOR JORNALISTA E FERROVIARIO APOSENTADO FERNANDO ABELHA.
SUGIRO um aditamento no qual se refira se refira ao EGO e discordâncias entre diversos líderes sindicais e de associações que se digladiaram por se impor aos demais e impediram e impedem uma ação conjunta uniforme e forte para colimar o reconhecimento aos direitos dos sofridos ferroviários/ RFFSA que entregam POR LONGOS ANOS, a própria vida e a saúde aos serviços que ajudaram no desenvolvimento e engrandecimento desta amada nação BRASIL .
Prezado Geraldo de Castro
Vamos à luta no que a categoria conta com sua eficiente liderança, como Guardião das causas justas.
Perfeito o seu artigo. Estamos igual ao sapo em uma panela esquentando. Se ficarmos aguardando, esquentará tanto que não teremos mais forças para sair.
Não dá para entender, porque ainda não foi tomada a iniciativa que sugere.
Rozemberg
Verdade
Obrigado
É bom lembrar que o Congresso Nacional é o verdadeiro responsável pelo engavetamento das inúmeras solicitações de reajuste das nossas perdas salariais, por anos.
Às vésperas das próximas eleições essa lembrança é crucial pois nós, eleitores ferroviários, muitas vezes somos os que colocam no segundo poder mais importante do governo brasileiro (o Congresso Nacional), aqueles que mais nos prejudicam e têm prejudicado negando peremptoriamente os nossos sagrados direitos.