Comentário de Fernando João Abelha

Abaixo transcrevemos a íntegra do e-mail recebido do ferroviário Adaulto Alves, vice-presidente da Associação Mútua Auxiliadora dos Empregados da Estrada de Ferro Leopoldina – MÚTUA, pelo qual faz detalhado relato sobre a entrevista mantida em Brasília com o senador Antônio Anastasia.

A divulgação deste e-mail é parte do nosso projeto de registrar toda e qualquer interveniência comprovada de políticos do bem, que atuem em defesa da nossa classe. Lembro que o blog ferroviavezevoz.com ultrapassou no último sábado, a marca de 100 mil visualizações o que representa importante marketing nas pretensões dos políticos que vierem a nos ajudar, sejam do partido que for. Assim entendemos.

Vejam abaixo a íntegra do relato de Adaulto Alves:

“PREZADOS COMPANHEIROS FERROVIÁRIOS: Dentro dos princípios, que norteiam, nossa Associação Mútua Leopoldina, em total integração com a Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários-Ministro Hélio Regato, no objetivo de participação em eventos de interesse de nossa classe ferroviária, dia 15/09/2016, juntamente com nosso Presidente Raimundo Araújo, lideranças do Rio de Janeiro, Marco André, Diretor Presidente da REFER, Almir Gaspar, Assessor da Diretoria, nos encontramos em Brasília-Capital Federal, com o objetivo de participar de uma audiência no Senado Federal, com o Senador Antônio Anastásia, PSDB-MG, hoje uma das mais importantes figuras de nosso parlamento, pela lisura, transparência, com que exerce seu cargo, para tratar de assuntos referentes a nossa instituição REFER, uma das nossas últimas baluartes ainda funcionando, que passa por dificuldades, por falta de cumprimento de obrigações, por parte da União. Ainda está de pé, graças ao esforço, dedicação, coragem de seu Presidente, que passou toda a semana em viagem a trabalho, inclusive veio de Santa Catarina encontrar conosco, onde estava desde a segunda feira.

Em Brasília, tivemos o apoio logístico, de um amigo em comum, Marcelo, que nos conduziu naquela cidade, a quem agradecemos muito. Tomamos conhecimento, que concomitantemente naquele dia, estava programada para as 14:00 horas, no Tribunal Superior do Trabalho-TST, intermediada pela mesma, uma audiência entre a VALEC, Federação, Sindicatos e Jurídico, ali representados. Inexplicavelmente, aquela estatal, demonstrando todo seu desprezo e escárnio por nossa classe ferroviária, cancelou, transferindo para semana próxima, sine die ou horário. Diante deste quadro, a esperança de levarmos uma boa notícia aos nossos companheiros tão sofridos esvaiu-se. Encaminhamos ao Senado Federal, quando exatamente as 16:00 horas , o Senador Anastásia, nos recebeu com toda simpatia e respeito. No gabinete, nosso Presidente Raimundo, fez a entrega dos documentos assinados por todas as representações ferroviárias, bem assim, lhe dirigiu algumas palavras, saudando-o. A seguir o Diretor Presidente Marcos, fez um relato circunstanciado das decisões a favor da REFER, por parte da AGU, TCU, PGRN, Tesouro Nacional, a cada citação entregava ao Senador um documento a respeito, que depois de lido, fazia um comentário, sempre de indignação. Inclusive os documentos foram elogiados por ele, pela explicitação do Presidente da REFER. Após esta explanação, devidamente autorizado, me apresentei como mineiro e Representante da Federação, falando em nome de 65.000 aposentados e pensionistas e de 380 da ativa, agregados a Valec. Lhe transmiti, a maneira cruel e covarde, com que aquela estatal tem tratado nosso acordo coletivo, 2015 e 2016, com total desrespeito aos documentos assinados e homologados pelo próprio TST, uma desobediência civil, ao estado de direito, afinal 02 anos já se passaram, sem aumento, embora tenhamos aceitados todos os índices, abaixo da inflação dos anos. Lhe informamos, a média salarial de nossa classe, 90% entre RS1.000,00 e RS 2.000.00 reais, conforme a atual tabela salarial. A cada fato apresentado, expressava, que a questão de aumento, é questão alimentar e falimentar. Mais indignado ficou, quando comentamos a última exigência da Valec, o tal Decreto Presidencial, orçamento para pagar os ativos, deixando transparecer aquela, que esta responsabilidade seria da Federação e Sindicatos, tudo isto com o objetivo de protelar. Ironizou, pois inclusive segundo sua informação, foi um decreto como este que retirou a Presidente. Nos fez entender, que nos recebia como um parlamentar, não como membro do executivo, mas este fato, não impedia, de nos ajudar junto aos seus pares. Encerrada, nos despedimos, agradecendo pelo tratamento. Continuamos aguardando com muita fé e esperança, o desfecho, nesta semana deste acordo. Ninguém está acima de DEUS. EU ACREDITO”.

Belo Horizonte, 18 de setembro de 2016 – Adauto Alves-Vice Presidente da Mútua e diretor da F.N.T.F.