Por Fernando Abelha

Em contatos mantidos, na tarde de ontem, com a Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF, obtivemos a informação de que está prevista para esta semana a assinatura pelos Sindicatos da Base da FNTF e a VALEC – Engenharia, do Acordo Coletivo referente a data base de 1º de maio de 2015/2016.

Através deste Acordo Coletivo, cerca de 300 ferroviários que após a extinção da RFFSA se encontram trabalhando na VALEC – Engenharia, por sucessão trabalhista,  terão os seus proventos ajustados em  5% ( cinco por cento) a partir de 1ºde maio de 2015 até 30 de abril de 2016, o que originará o direito ao recebimento de 13 meses de atrasados quanto ao acréscimo obtido, considerando-se, também, o 13º salário. A FNTF informou que está em andamento a proposição do novo Acordo Coletivo referente a 1º de maio de 2016/17. Por sua vez, os ferroviários aposentados e dependentes terão também, em seguida, os reajustamentos de suas aposentadorias ou pensões, de acordo com as Leis nº 8.186 de 1991 e Lei nº 10.478, de 2002, que reconhece a paridade de vencimentos entre ferroviários da ativa e aposentados.

Até a assinatura deste Acordo Coletivo e tudo mais do interesse da classe ferroviária, será acompanhado, apurado e divulgado neste blog, como prioridade de matéria, para o que vimos contanto com singular apoio da FNTF e das Associações de Classe.

Novos comentários

Prosseguem os comentários críticos quanto à atitude da VALEC- Engenharia em postergar os míseros 5% de reajustamento nos salários dos ferroviários, referentes ao Acordo Coletivo do Trabalho alusivo a data base de maio 2015/16. No último sábado, dia 21, inserimos nas páginas deste blog, o que pensam vários líderes de classe, entre eles emº Almir Gaspar, vice-presidente da AEEFL; ex-inventariante da RFFSA eng.º Manoel Geraldo, eng.º Walter Gêd e o advogado Celso Paulo.

Recebemos do ferroviário João Batista de Araújo- Jaboatão- PE

Lideranças criticam comportamento postergador da VALEC para reconhecer os direitos dos ferroviários da RFFSA

“Finalmente encontrei o que estava procurando, um site que trate das questões ferroviárias, e principalmente as relativas aos aposentados e pensionistas complementados da extinta RFFSA, apesar de defender a militância sindical, a verdade é que no momento eles têm dado pouca atenção a causa dos aposentados, inclusive, com quase nenhuma divulgação sobre o andamento das negociações. Por outro lado devo reconhecer, que os aposentados precisam se reorganizar urgentemente, para ter uma ação mais proativa, com relação a essa questão salarial, nós não podemos aceitar passivamente, esse tratamento governamental, nos transformando em aposentados de terceira categoria, digo isso, porque todas as aposentadorias no Brasil são reajustadas anualmente, enquanto nós??? nada, agora tem um detalhe, as entidades de classe têm que orientar a luta, acredito que já passou da hora, de a gente se juntar na porta da VALEC do MPOG e fazermos um grande barulho, talvez assim, eles comecem a enxergar, que ferroviários aposentados também existem. Vamos a luta eu estou pronto, aguardando o chamado.”

 Eis o texto que recebemos, na tarde de ontem, de autoria do ferroviário Gerônimo Puig Neto, do Rio de Janeiro, relacionado à mesma matéria.

“Colegas

Todos têm razão, mas gostaria de acrescentar outros aspectos.

É total verdade que nossos colegas oriundos da RFFSA quando dirigiam a VALEC, nada fizeram por nós. Lamentavelmente e inexplicavelmente nunca assumiram a postura de defender nossos justos interesses.

É também verdade que os dirigentes da VALEC, não fazem nenhum esforço em defesa de nossos direitos. Colegas que estiveram no DEST, relatam que nem ao menos nossos pleitos são discutidos naquele Departamento. Nessa sina, os representantes da VALEC, que ocupam/ram) cargos de gestão de RH seguem a mesma cartilha.

A questão que vejo como chave nessa questão, é a falta de atuação de nossos representantes sindicais, esses sim, possuem a obrigação de lutar por nossos direitos e não o fazem com a intensidade necessária. E por que essa inércia?

Essa inércia é devida à falta de pressão dos ferroviários, ou, pior, hà pressão contrária, para que aceitemos qualquer índices que seja proposto. Essa prática usual vem corroendo nossos salários. Ao invés de os ferroviários ligarem para a Federação e os Sindicatos e cobrarem salários dignos e cobrarem reajustes que recuperem a inflação passada, ligam para pressionar e para que se aceite a miséria dos 5%. Via de regra, apenas um pequeno grupo insiste nessa questão e literalmente “enche o saco” do Ministro Regato e dos líderes sindicais, nesse sentido.

O momento econômico do País é crítico, porém, para nós ferroviários, parece nunca existir um bom momento.

Com a legislação atual, a dificuldade de se conseguir levar o pleito para Dissídio é quase que absoluta, sujeitando-se a categoria a permanecer na penúria, com essas propostas vergonhosas. Nas negociações do ACT 2015/2016, astutamente, o Ministro conseguiu essa abertura, ainda que tenha ficado travada. Infelizmente, a pressão para que se aceite os 5% parece prevalecer.

Para que tenhamos sucesso, é necessária união em torno das propostas que recuperem nossos salários e pressão sobre nossos representantes para que atuem firmemente na defesa dessas propostas.”