Por Fernando Abelha

Você, certamente já ouviu falar sobre o legendário trem bala, o que vem ocorrendo há algumas décadas, mas com enfoque especial desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula. E nós quase acreditamos: o Brasil quer o trem-bala para ligar o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas. Infelizmente, como sempre acontece em termos de ferrovia, não saiu do papel.

Apenas para argumentar e nos causar inveja: Quem pega o trem no Japão, na França, na Inglaterra já sentiu a diferença. É uma supermáquina.
A aparência e a velocidade deram origem ao apelido. A eficiência e a pontualidade fizeram com que se transformasse em um símbolo do Japão, o primeiro país a ter um trem-bala.

Pasmem: há cerca de cinco décadas, os japoneses tinham um desafio semelhante ao do Brasil: organizar uma Olimpíada, a de 1964, e melhorar o tráfego entre as duas principais cidades, Tóquio e Osaka, que ficam a 400 quilômetros uma da outra, mais ou menos a mesma distância entre Rio de Janeiro e São Paulo. E eles cumpriram a missão a tempo e a hora para as olímpiadas.
Hoje, o Shinkansen – como o trem-bala é chamado – liga todas as principais cidades do país, transportando 336 milhões de passageiros por ano – o triplo da população do Japão. E, quando atrasa, a média é de 18 segundos. Ou seja, ninguém percebe. Na cabina de comando do trem-bala, o velocímetro mostra a velocidade máxima que ele pode chegar: são 315 km/h a mesma da Fórmula 1.

O trem-bala funciona praticamente de forma automática. Quando o maquinista precisa falar algo, basta tocar na tela. Ele é todo lacrado, como um avião, e as portas são fechadas sob pressão. O único inconveniente do trem-bala é o preço. Uma viagem equivalente a Rio-São Paulo custa em torno de R$ 300.

Quando chegará a nossa vez em veremos o trem modernizado voltar a ocupar lugar junto à opinião pública como no passado. E quem sabe, saindo de Barão de Mauá passando pela Estação da Luz, para chegar em Campinas. Tecnologia não nos faltará! Está pendente, apenas, de vontade política…

Enquanto esperamos, poderíamos reativar o trem de prata, noturno que durante meio século, sempre lotado, transportou milhares de pessoas entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje os carros de passageiros que formavam o trem de prata estão, a semelhança dos trilhos do Ramal de São Paulo,  abandonados ao descaso em Juiz de Fora, MG.

Fonte: pesquisa na internet e documentos pessoais.