O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse que as obras da Ferrovia Transnordestina podem retornar em 2020. No entanto, não há data, pois o governo federal tenta relicitar o trecho que corta Pernambuco para que as atividades sejam retomadas.

O trecho de Pernambuco, fazemos as tratativas para retirar da concessão já que a empresa teve dificuldade de prosseguir. A ideia é relicitar esse ano e já há interessado para que não haja descontinuidade das obras. A ideia é entregar para a iniciativa privada, explicou Rogério Marinho em entrevista à Rádio Jornal.

O empreendimento ligaria o Sertão ao Litoral, começando na cidade de Eliseu Martins, no Sul do Piauí, seguindo até Salgueiro, Sertão do Estado. Lá, a ferrovia se divide em dois trechos: um que corta Pernambuco e deveria chegar ao Porto de Suape – no Grande Recife – e o outro iria até o Porto de Pecém, nas proximidades de Fortaleza, no Ceará. As obras foram iniciadas em 2006. Agora, tem cerca de mil homens trabalhando em alguns trechos do Ceará e do Piauí, segundo o Ministério da Infraestrutura.

A Ferrovia Transnordestina é um dos empreendimentos mais estruturadores da economia do Nordeste. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) chegou a recomendar que fosse declarada a caducidade da concessão da Transnordestina Logística S.A. (TLSA), uma subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que tem a concessão para explorar o serviço ferroviário em todo o Nordeste.

Dos 1.752 quilômetros da ferrovia, foram implantados cerca de 600 km. Uma parte do que aparece como concluído nos documentos foi feito pela metade com os trilhos assentados em cima do barro, como mostrou uma reportagem do Jornal do Commercio, em 2016. As obras ficaram quase que totalmente paradas depois de 2014.

Fonte: Agência Brasil, Rádio Jornal