Fernando Abelha

Encaminhado a este blog pelo eng. Geraldo de Castro Filho, publicamos abaixo, texto do e-mail do eng. Sérgio Murilo Ramos de Paiva enviado ao jornal da AENFER e a vários ferroviários do seu relacionamento.

Sérgio Murilo emite sua opinião sobre a emergência da sustação, temporária, de cobrança mensal dos empréstimos concedidos pela REFER, conforme solicitação da Associação dos Engenheiros Ferroviários – AENFER, ocorrida através de ofício ao Conselho Deliberativo da Fundação. A suspensão da cobrança dos empréstimos a ser adotada no decorrer do período em que o País estiver submetido à pandemia motivada pelo coronavirus.

Eis o texto do e-mail de Sérgio Murilo: 

“Prezado Walter 

Como você me brinda com e-mails de sua autoria, a respeito da situação do ferroviário e da ferrovia em geral, além de me trazer opiniões de colegas outros, alguns até que, infelizmente, não pude privar da convivência, ao longo dos quase 40 anos de ferrovia e trabalho associativo, gostaria de lhe enviar, através deste, a colocação que fiz no Jornal da AENFER a respeito da proposição ao CODEL/REFER.

Parece que alguns colegas com uma visão pouco extensa de humanidade e bom senso, não entenderam o espírito da proposta, implantada em praticamente todas as fundações.

Forte abraço.” 

No mesmo e-mail é ressaltado:

“Embora respeitando os colegas ferroviários que assinaram a resposta do CODEL à essa AENFER, gostaria de assinalar algumas divergências quanto às justificativas apresentadas, quais sejam:

Inicialmente as justificativas ignoram a situação de pandemia que vige no mundo, não só no Brasil. É uma situação de exceção em toda a sua abrangência.

Tanto isto é verdade que muitas, se não todas, as fundações tomaram medidas suspensivas da cobrança das parcelas de empréstimo de seus assistidos. Será que houve uma rebeldia generalizada dessas fundações?

A seguir, os missivistas consideram que receber em dia e não ter problemas para fazê-lo são justificativas para tornar os assistidos imunes às dificuldades econômico financeiras que se abatem pela imensa maioria dos brasileiros e, portanto, dos ferroviários.
Vale lembrar aos distintos colegas, dos enormes esforços que a AENFER, os Sindicatos e outras agremiações, defensoras dos direitos dos ferroviários, têm feito no sentido de que nosso salário, tão defasado, seja minimamente corrigido. Digo isso porque não conheço ferroviário que não tenha pedido empréstimo à REFER, que não fosse para fazer frente às suas dificuldades; aliás, esse é o espírito que norteou a REFER para oferecer o empréstimo.
Lembro aos colegas que no momento em que temos tantos desempregados, que a economia informal praticamente parou e que os profissionais liberais estão em dificuldades, certamente um grande número de ferroviários, por todo o Brasil, está sendo o esteio de sua família, aí incluídos, filhos, netos, etc. Quem esteve no campo, em cidades do interior, sabe disso.
Apelo à direção da REFER para rever sua posição inicial e que invista no seu maior patrimônio, o assistido.

 Sergio Paiva”