Agência Nacional – O início das obras de uma ferrovia estratégica no Mato Grosso do Sul e a entrega de novas locomotivas no Sudeste simbolizam, na prática, a transformação da logística brasileira.

O Brasil deu um passo concreto rumo a uma logística mais eficiente, sustentável e integrada. Em fevereiro último, em Inocência (MS), o Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, participou do lançamento da pedra fundamental de um novo trecho ferroviário, a primeira autorização ferroviária concedida pela ANTT que efetivamente entra em fase de obras.

Com 47 quilômetros de extensão, o ramal ferroviário no modelo short line vai conectar a futura fábrica da Arauco, que será a maior indústria de celulose do mundo, à malha ferroviária nacional. A expectativa é promover mais eficiência logística, menos caminhões nas rodovias, redução de custos, mais segurança e mais competitividade para o Brasil no mercado internacional. A conclusão das obras está prevista para o segundo semestre de 2027.

A produção anual estimada de 3,5 milhões de toneladas de celulose seguirá por ferrovia até a Malha Norte da Rumo e, de lá, ao Porto de Santos (SP), com destino aos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Investimento, indústria e empregos: locomotivas que movem o país

Essa nova fase da ferrovia brasileira também ganha força no Sudeste. No mesmo mês, em Sete Lagoas (MG), foi realizado o evento de entrega de oito novas locomotivas adquiridas pela VLI junto à Progress Rail, empresa do grupo Caterpillar. O investimento total chega a R$ 700 milhões, somando aquisição e contratos de manutenção.

As locomotivas, projetadas especialmente para as ferrovias brasileiras, vão operar na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), atendendo setores essenciais como o agronegócio e a siderurgia. Mais capacidade de carga, mais segurança operacional, mais conforto para os operadores e menor impacto ambiental, benefícios que chegam à ponta da cadeia produtiva e, sobretudo, à sociedade.

A VLI, que já investiu R$ 17 bilhões entre 2014 e 2024, gera cerca de 8 mil empregos, movimenta milhões de toneladas de cargas por ferrovias e portos e recolhe mais de R$ 600 milhões em impostos por ano. Em Minas Gerais, os números também impressionam: 5 mil empregos, cinco terminais integradores e mais de R$ 2 bilhões investidos nos últimos cinco anos.