Pesquisa e edição Luis Fernando Salles

Quarenta trens chineses foram retirados de operação na SuperVia, atendendo a uma recomendação da própria fabricante das composições, a CRRC. Segundo a concessionária, desde setembro de 2016 vêm sendo detectados problemas de projetos, em especial na caixa de tração dos trens.

Com isso, a chinesa CRRC iniciou o processo de análise técnica, identificando a necessidade de substituição do tipo de peça. Desde novembro de 2018, então, um recall foi feito pela fabricante até que em junho de 2019, em vistorias, novas falhas foram identificadas e a CRRC, então, suspendeu o retrabalho malsucedido até que encontre uma nova medida para solução. Por estar ainda em período de garantia, a manutenção das referidas caixas de tração é responsabilidade do Consórcio CRRC, de acordo com contrato firmado entre os chineses e o Estado, diz em nota a SuperVia.

Os trens fazem parte do segundo lote de entregas do consórcio chinês à SuperVia, que aconteceram entre 2014 e 2016. Ao todo, a frota da concessionária conta com 100 trens chineses (o primeiro lote foi entregue em 2012 também pelo consórcio), com quatro carros cada. A frota total da SuperVia é de 207 TUEs e 828 carros.

Procurada, a CRRC ainda não deu retorno. A entrega dos trens à SuperVia foi feita pela China Northern Locomotive & Rolling Stock Industry Corporation (CNR). Em 2015, a CNR e a China South Locomotive and Rolling Stock Industry se fundiram, levando à criação da CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation). Além da SuperVia, a CNR foi a responsável pela entrega de 34 novos trens para o MetrôRio, incluindo 15 para a Linha 4 em 2012/2013.

A SuperVia enviou comunicados frequentes sobre o fato aos fabricantes desde 2016. Como medida paliativa, as empresas fornecedoras promoveram um recall da peça, mas a solução apresentada não alcançou o resultado esperado e não resolveu o problema. As caixas de tração ainda estão na garantia. A concessionária sempre disponibilizou uma equipe adicional para apoiar os trabalhos de manutenção pela CRRC, fornecedora chinesa das composições. A SuperVia e o poder concedente (Governo do Estado) estão atuando de forma contundente junto aos fornecedores para que o serviço retorne à normalidade o mais rápido possível.

Fonte: Internet, Revista Ferroviária.