Pesquisa e edição por Luis Fernando Salles

O governo de Jair Bolsonaro tem plano para aumentar investimentos em infraestrutura. O pacote de medidas que a equipe de transição preparou para o setor prevê a extinção da Valec – estatal que administra malhas ferroviárias, o fortalecimento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a realização de mais dois leilões de privatização de aeroportos e a transferência de pequenos terminais para estados e municípios e até alterações na gestão das normas de trânsito.

A a Valec será liquidada e sua função na construção de ferrovias será assumida pelo Dnit. É entendimento do atual governo que o Dnit tem condições de fazer esse papel de forma melhor e mais barata. Ele será reforçado e ampliando o seu campo de atuação. Além de continuar administrando rodovias federais, o Dnit passará a atuar também em ferrovias, portos e hidrovias. O comando do Dnit será entregue ao general Antonio Leite dos Santos Filho.

Embora integrantes da equipe econômica defenderam o fim da EPL, criada pela ex-presidente Dilma Rousseff com a missão de realizar os estudos para o trem-bala, que nunca saiu do papel, é possível que a empresa continue existindo. O governo pretende reduzir o tamanho da estatal, que tem hoje 143 funcionários, e mudar o seu foco para a reestruturação de projetos de infraestrutura e formulação de novas concessões.

Pela divisão do futuro governo, o PPI ficará responsável pelos projetos de concessão e permanecerá ligado à Presidência da República, na Secretaria de Governo. Já as privatizações (venda de ativos) ficarão nas mãos do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que criou uma secretaria especial para tratar do tema e será comandada pelo empresário Salim Mattar, fundador da Localiza, empresa de aluguel de carros.

Fontes: Internet, Revista Ferroviária, O Globo