Pesquisa e dição por Luis Fernando Salles

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que comparou o desempenho de fundos de pensão públicos e privados, concluiu que entidades estatais de previdência deixaram de ganhar R$ 85 bilhões em 2016 devido a ineficiências na gestão dos recursos.
O mau desempenho se concentrou nas entidades de funcionários do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros) e da Caixa Econômica(Funcef). Elas, que concentram quase 483 mil associados, deixaram de ganhar R$ 75 bilhões no período.

Por isso, o tribunal decidiu buscar a reparação dos danos causados aos beneficiários de planos de aposentadoria dos fundos de estatais, com o envolvimento dos Conselhos Deliberativos dos Fundos que terão, assim que forem notificados, de enviar o cálculo dos prejuízos a CVM e PREVIC .
Os auditores destrincharam os investimentos de todos os fundos – estatais e privados – de julho de 2006 a maio de 2017.

A comparação foi baseada na evolução do patrimônio líquido. Em 2016, os recursos somados dos 305 fundos privados registraram um aumento de 4% contra uma perda de 15% nos das 88 estatais.
O patrimônio dessas entidades não pode render menos do que a inflação mais 6% ao ano, limite definido pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

O desempenho negativo se deve principalmente à compra de cotas de fundos de participação de projetos com mau desempenho ligados à Sete Brasil, Multiner, OAS, Enseada e outros investigados por suspeitas de fraude.

A Previ alega que o resultado negativo dos planos no passado se deve à recessão e não a investimentos mal feitos, enquanto isso a Petros diz que mantém investigações para averiguar irregularidades e que, se comprovado, ingressará com processos de responsabilização de ex-dirigentes para buscar ressarcimento. A Funcef não respondeu. A Previc também não quis se manifestar.

Fonte: DN Online.