Por Fernando Abelha

No que pese este blog não ter caráter político partidário, não poderíamos deixar de comentar o inquietante momento em que o país foi arremessado, no decorrer da histórica decisão do Congresso Nacional quando, através do voto aberto, mais de cinco centenas de parlamentares se pronunciaram quanto ao acatamento ou não do processo que poderá redundar na possível interrupção do mandato da Presidente da República.

Após aquela comédia grotesca surge, agora, a retaliação aos votos de alguns deputados que se pronunciaram pelo sim, em favor do impedimento da Presidente da República. Para surpresa dos ferroviários, o inventariante da extinta RFFSA, engenheiro ferroviário Manoel Geraldo Costa, pessoa da confiança do deputado também engenheiro ferroviário Paulo Feijó – PR/RJ), foi exonerado 24 horas após a decisão da Câmara dos Deputados pelo reconhecimento do crime de responsabilidade da Presidente, em face ao voto do deputado Paulo Feijó pelo acatamento da denúncia.

Mais uma vez, a classe ferroviária que tinha na inventariança da RFFSA um ferroviário a ela identificado, é prejudicada por decisões políticas do governo do Partido dos Trabalhadores, quando o valor técnico-profissional de Manoel Geraldo Costa, reconhecido líder da engenharia ferroviária, com expressivos serviços prestados na salvaguarda do patrimônio público da extinta RFFSA, é desprezado em favorecimento à desforra política.

 

Isto é uma insensatez …

 

 

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES

A MINISTRA DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL

DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, substituta, no uso de suas

atribuições e tendo em vista o disposto no art. 1o do Decreto no 4.734,

de 11 de junho de 2003, art. 23, § 1o, da Lei no 11.483, de 31 de maio

de 2007, e art. 4o, caput, inciso I, do Decreto no 6.018, de 22 de

janeiro de 2007, resolve

Nº 395 – EXONERAR

MANOEL GERALDO COSTA do cargo, de caráter transitório, de

Inventariante da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. – RFFSA,

código DAS 101.6.