Por Fernando Abelha

Como se não bastasse o aviltado reajuste de 3,45% aos proventos dos ferroviários da extinta RFFSA, devidos desde  maio de 2023, concedido como sempre abaixo dos índices inflacionários reconhecidos pelo governo, e se considerados os últimos 20 anos, penaliza à categoria com uma perda em torno de 60 % em seus vencimentos. Agora, a Secretaria  de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – SEST se nega a autorizar a Infra S.A. a assinar o Acordo Coletivo do Trabalho com a Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF sob alegação de que alguns dos chamados Sindicatos de Trabalhadores Independentes, estão carentes de regularizar sua documentação.

Ocorre, no entanto, que o mesmo não acontece com os sindicatos da base da FNTF que estão plenamente legalizados e representam mais de 80% da categoria. Com isto, mais uma vez, os ferroviários são penalizados pela desorganização de alguns dos seus órgãos de classe, que desmerecem a representatividade na defesa do trabalhador.

Por sua vez a Associação dos Aposentados da Rede Ferroviária Federal – AARFFSA, na pessoa de seu presidente Manoel Geraldo Costa encaminhou, ontem, carta à secretária da SEST, Sr.ª Elisa Vieira Leonel, com cópia a Infra S.A. pela qual, após afirmar desconhecer os motivos do retardamento, ”solicita a imediata assinatura do ACT com a FNTF  conforme diversos acordos anteriormente firmados.”   

Íntegra da carta: