Por Fernando Abelha

Triste informação chegou ao nosso conhecimento através de leitor do blog, residente em Petrópolis, de que dezenas de famílias descendentes de trabalhadores ferroviários, habitavam o Morro das Oficinas, palco da tragédia na cidade de Petrópolis (RJ), que vem abalando todo o País, com quase duas centenas de mortos e milhares de desabrigados. O leitor que enviou a informação, de nome Geraldo, é bisneto do ferroviário José Alves Ferreira. Teve a mãe e uma sobrinha vitimadas.

Disse que o Morro era área residencial de grande número de famílias, filhos e netos, descendentes de ferroviários, da antiga Estrada de Ferro Leopoldina. Os trabalhadores ferroviários que a partir de 1883 e até meados do século passado, serviam inicialmente a Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, depois a Estrada de Ferro Mauá e finalmente Estrada de Ferro Leopoldina, com desempenho no tráfego ferroviário e nas oficinas de manutenção de locomotivas vaporentas, nas cremalheiras; carros de passageiros e alguns vagões de carga, em Petrópolis, ocuparam o chamado Morro das Oficinas, área pertencente a ferrovia, onde construíram suas habitações. Assim, netos e outros descendentes de ferroviários ainda residiam na localidade atingida pela tromba d’agua. Afirmou.

Um pouco de história: Em agosto de 1881 foram iniciados os trabalhos da construção da ferrovia que finalmente ligaria Rio De Janeiro à Petrópolis. … Em 19 de fevereiro de 1883, a Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará foi inaugurada por D. Pedro II, tendo sido, no dia seguinte, aberta ao tráfego. Mais tarde Barão de Mauá estendeu o trecho ferroviário agregando a Estrada de Ferro Mauá, encampada, posteriormente, pelos ingleses, o que deu origem a Estrada de Ferro Leopoldina.