Modelo EMD® Joule, fabricada em Sete Lagoas (MG), vai embarcar para os EUA em outubro

Locomotiva movida a bateria da Vale vai receber potência extra – Divulgação/Progress Rail

A segunda locomotiva 100% elétrica fabricada pela Progress Rail na unidade de Sete Lagoas (MG) já tem destino certo: os EUA. A máquina embarca para a Califórnia ainda este mês, para uma fase de testes nos portos de Long Beach e Los Angeles. A entrega faz parte de uma parceria entre a fabricante e a operadora americana Pacific Harbour Line (PHL).

A locomotiva que vai para os EUA é do mesmo modelo entregue para a EFVM no final do ano passado, a EMD® Joule. A diferença entre as duas está na potência do conjunto de baterias. A da Vale foi entregue em 2020 com capacidade de 1,8 megawatts hora (MWh), o que corresponde a uma potência de 3.000 HP (para efeito de comparação, é a mesma potência da diesel-elétrica SD-40). A mineradora, no entanto, iniciou recentemente um processo junto à Progress Rail de recapacitação da locomotiva, com o objetivo de dar potência extra à máquina. Já a da PHL irá operar com 2,4 MWh, o que equivale a 4.000 HP. Ambas, segundo o diretor comercial da Progress Rail no Brasil, Andreas Naf, são capazes de atuar tanto nos pátios de manobra quanto na linha principal de ferrovias.

O modelo EMD® Joule da Progress Rail foi a primeira máquina e, por enquanto, a única 100% elétrica a operar numa ferrovia brasileira. Até o fim do segundo semestre deste ano, outra locomotiva elétrica movida a bateria iniciará operação no país, desta vez na Estrada de Ferro Carajás, fabricada pela chinesa CRRC. As duas aquisições fazem parte do programa Power Shift, criado no ano passado pela Vale para impulsionar o uso de fontes limpas de energia em todos os braços de negócios da empresa. Juntas, a EFC e a EFVM respondem pela emissão de 1,2 milhão de toneladas de CO2, o equivalente a cerca de 10% da emissão anual direta de gases de efeito estufa da companhia.