Por Fernando Abelha

Novos esclarecimentos se fazem necessários para dirimir possíveis dúvidas, ou interpretações errôneas, por participantes da Fundação REFER. Em 13 de novembro, o colunista Ancelmo Goes, jornal O Globo, em edição online, de forma subjetiva e pouco clara, atribui a ex-diretores da REFER, responsabilidades por desmandos ocorridos antes de 2018, que culminaram com a exoneração da então diretoria e abertura de inquérito criminal em andamento na Polícia Federal do RJ.

Da maneira ambígua como foi construído o texto publicado, a repórter deixa possíveis interpretações que poderão denegrir a última diretoria, que atuou por pouco mais de um ano, e acabou substituída por pressões políticas, intempestivamente, em janeiro de 2020, pelo Conselho Deliberativo da Fundação (CODEL), sem que as razões da substituição fossem relatadas aos diretores atingidos, bem como aos participantes e patrocinadoras. Assim, a diretoria substituída politicamente, um ano e 30 dias do inicio de um mandato de quatro anos, eleita que fora pela unanimidade do CODEL, enviou carta resposta ao jornalista Ancelmo Goes, que até o momento não atendeu ao pedido da publicação dos esclarecimentos, face ao tempo transcorrido decidiu reproduzi-la, para conhecimento de todos.

Rio de Janeiro 25 de novembro de 2020

Para melhor leitura

À coluna Ancelmo Goes

Prezado Jornalista

A propósito de nota publicada em 13/11/2020, na sua coluna online, sob o título “Gestão Fraudulenta” chancelada pela jornalista Ana Cláudia Guimarães, esclarecemos que o caráter subjetivo na narrativa deixa dúvidas junto aos participantes e empresas patrocinadoras da Fundação REFER.

Os signatários do presente foram diretores no período de 27/11/2018 a 03/01/2020, após aprovação em rigoroso processo seletivo de avaliação de conhecimentos técnicos e atestados de conduta ilibada, promovido por empresa de mercado, e estabelecido pela PREVIC. Assim, a diretoria que atuou no período acima, substituiu a diretoria exonerada em maio de 2018, envolvida em 12 autos de infração, arbitrados pela PREVIC.

Por sua vez, ao contrário do que a notícia se referiu, no decorrer do período de gestão dos signatários desta, com duração de um pouco mais de 1 ano, a REFER apresentou a maior rentabilidade de seus recursos garantidores, nos 41 anos de sua existência, destacando-se o Plano RFFSA, que representa em torno de 80% do patrimônio da Fundação REFER, o qual apresentou superávit recorde de 720 milhões de reais, bem como a respectiva aprovação de suas contas, conforme poderá ser constatado no Relatório Anual de 2019, disponibilizado no sítio eletrônico da REFER.

A diretoria hoje em exercício, cujo presidente teve a indicação no governo Wilson Witzel, estranhamente permanece há 10 meses incompleta, sem a participação de Diretor Financeiro, principal articulador dos investimentos, garantidores das reservas matemáticas necessárias ao pagamento das aposentadorias e pensões dos 27 mil participantes, contrariando, assim, a legislação vigente, o Estatuto Social da REFER e normas da PREVIC.

Para que não restem dúvidas aos participantes e patrocinadoras, solicitamos ao nobre jornalista que seja publicado esclarecimento, deixando claro que os fatos narrados pela matéria em questão, referem-se à diretoria exonerada em maio de 2018, anterior, portanto, à gestão dos signatários.

Deixamos registrados nossos agradecimentos pela acolhida ao presente pleito.

Atenciosamente,

Manoel Geraldo Costa

Fernando João Abelha Salles

Carlos Alberto Pinto da Silva