Por Fernando Abelha

Os 23 mil ferroviários e metroviários, aposentados e pensionistas, que fazem parte do Plano de Benefício Complementar da Fundação REFER, receberão dia 29 de maio, junto com o pagamento do mês, o acréscimo de 2,46% em seus vencimentos, correspondentes ao INPC pleno, referente a inflação de um ano, divulgada pelo governo.

Enquanto isso, outros milhares de ferroviários, aposentados e pensionistas, não participantes da REFER, que são a maioria da categoria, com idades acima dos 70 anos, salário médio de R$ 1.500, milhares deles enquadrados nos 10 primeiros níveis da Escala Básica de Cargos e Salários, da extinta RFFSA, hoje abaixo do salário mínimo, terão de aguardar, como acontece todos os anos, a boa vontade da VALEC Engenharia ou do Tribunal Superior do Trabalho, em reconhecer os seus direitos.

Por sua vez, a categoria a cada ano, vê seus recursos de subsistência serem, perversamente, aviltado pelo fato de que a VALEC historicamente, depois de sugerir zero de aumento, propõe sempre valores inferiores à inflação do ano, ou nada. Fonte da Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários-FNTF, entidade que detém a competência de agir a nível nacional em defesa dos ferroviários, em todos os Estados da Federação, informou que o Acordo Coletivo do Trabalho, referente ao período de 1º de maio de  2020 a 30 de abril de 2021, também com o pedido de reajuste de 2,46%, está disponível na VALEC, segundo consta, desde o final de março aguardando que seja agendada data para o início das negociações.

A situação agravou-se mais ainda, em face da pandemia que nos atinge e pelo fato de que a VALEC extinguiu os escritórios de São Paulo e do Rio de Janeiro, permanecendo a sede de Brasília, o que dificulta, significativamente, as negociações.