Autor desconhecido

“Como diz o mineiro, eta trem bão do meu coração, solta um caminhão de fumaça, que eu vou tomar uma cachaça… No bar do seu joão. Me lembro bem desde menino, das curvas que o trem fazia, me aviva a ganância dos meus sonhos, a bailar no meu coração. Eu, todo imponente e altivo, dentro do vagão, observava atento a marcha que o trem ia…, banguela abaixo, trinta por hora, banguela acima, ele nem subia. Era uma peleia danada, que o vapor fazia, quase estourava a caldeira e ninguém morria, pois o quase nunca matou alguém.

Ai que saudades do trem de ferro, o barulho de sua tocada me fascinava, as fagulhas em sua chaminé, todos percebiam, furava o palito de um, de outro e ninguém se queimava.

Saia de Araguari e começava a bailar, era vapor na caldeira, até Campinas chegar… Ah… Campinas, você lembra disso… Todo mundo descia, na esperança de voltar, a ver aquelas lindas paisagens, que trem queira mostrar. O gavião, todo esbelto, acompanha o vagão do restaurante, para a comida alcançar e quando alcançava, era uma salva de palmas, que ofuscava até o luar…

Ah… trem de ferro, quantas saudades você traz, o vejo todos os dias, na mente da ilusão da vida, sempre a me olhar.

Eu e você trem, somos amigos, irmãos, e isso me faz chorar.

E seu apito então, jogava lagrimas ao chão, ao partir e ao chegar. O chefe da estação, com toda altivez daqueles tempos, como se fosse um general, fazia o trem parar.

E o staff, ninguém sabia o que era, mas era um aviso importante, de que o trem na frente, ia encontrar.

As moças daqueles tempos, belas e formosas iam a estação desfilar, deixando nos passageiros uma esperança quando voltar.

Ehhh, trem do meu passado, do meu presente, e do meu futuro, hoje eu fico triste, vendo você no lixo, quisera, ter eu o poder de fazer você ressuscitar.

Viva o trem da minha vida!!!”

Pseudônimo Super User

Fonte: Internet.