Os municípios que serão cortados pelo TIC (Trem Intercidades), que ligará São Paulo a Americana, passando por Campinas, terão audiências públicas em abril para discutir os impactos ambientais e sociais do projeto. As consultas devem começar pelos municípios envolvidos com a primeira parte do projeto, que envolve as regiões metropolitanas da Capital, Jundiaí e Campinas. Depois, serão feitas audiências na Baixada Santista e na Região do Vale do Paraíba, que devem fazer parte do projeto no futuro.

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Ramal ferroviário corta Estação Cultura em Campinas. (Foto: Luciano Claudino/Código 19/Arquivo)

A construção do modal de transporte, que está há 16 anos no papel e já teve pelo menos quatro projetos diferentes, deve ser licitada até o final do ano. A expectativa é que o eixo de Campinas a São Paulo seja viabilizado por uma PPP (Parceria Público-Privada), que incluirá a implantação do TIC e a operação, manutenção e conservação da Linha 7-Rubi.

A estimativa é que esse trecho custe pelo menos R$ 7 bilhões. A primeira fase do TIC vai construir a ligação da estação Barra Funda, na Capital, até Campinas, utilizando a Linha-7 Rubi. O serviço expresso que percorrerá 100 quilômetros em uma velocidade média de 95 km/h até Campinas, sairá de São Paulo e fará uma parada em Jundiaí, em um tempo estimado de viagem de 1 hora e 5 minutos. Esses trens terão capacidade para até 500 passageiros sentados.

Já o chamado serviço parador terá nove paradas em 65 quilômetros, saindo de Francisco Morato e passando por Botujuru, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos e Campinas. Os trens farão a viagem em 1 hora e 8 minutos. A fase 2, de Campinas a Americana, terá 36 quilômetros.

Haverá um período de transição da linha da CPTM até a concessão, e para o TIC serão necessárias intervenções e obras nos trilhos entre Jundiaí e Campinas concedidos pelo governo federal e por onde passam os trens de cargas.

Fonte: Revista Ferroviária; Site A Cidade On