Por Fernando Abelha

Às 14:30 horas de hoje, a Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF e quatro dos seus Sindicatos da Base estarão reunidos, mais uma vez,  na sede da VALEC-Engenharia, em Brasília, para decidirem quanto o reajustamento salarial da categoria, referente ao Acordo Coletivo do Trabalho 2019/2020, com inflação reconhecida pelo governo de 5,07%, a mesma que serve de referência às negociações dos reajustes salariais de todas as categorias de profissionais.

São imensas as esperanças dos ferroviários sobre o bom discernimento dos que decidirão, de vez que as perdas salariais dos últimos 10 anos aproximam-se dos 50% do salário nominal, hoje em torno de R$ 1.600,00, considerando-se o valor médio, além do que  da escala de cargos e salários ainda em vigor para os empregados da RFFSA, oito níveis estão posicionados abaixo do salário mínimo.. Assim, após décadas de trabalhos dedicados à ferrovia por todo o Brasil, se vêem os ferroviários, agora, com parcos recursos que garantam o indispensável na velhice.

Sabe-se que na VALEC ocorreram mudanças radicais em suas gerências, inclusive na Superintendência de Recursos Humanos, com o afastamento do Sr. Fatureto que se destacou por ser o carrasco na perseguição aos companheiros transferidos da RFFSA para VALEC, ao negar, sistematicamente, os reajustes salariais apenas para os ferroviários. No entanto, está concretizada a extinção das representações da VALEC no Rio de Janeiro e em São Paulo, com a transferência dos seus empregados para outros órgãos púbicos federais. Resta, ainda na empresa, a sua sede em Brasília com representatividade reduzida.

No entanto, vale ressaltar e comemorar que os empregados da RFFSA que foram transferidos para VALEC por sucessão trabalhista, ainda cerca de 110, embora também agora transferidos para outros órgãos federais do RJ e SP, permanecerão, como não poderia deixar de ser, vinculados a VALEC o que possibilitará a FNTF, por mais alguns anos, tê-los como meio para solicitar a aplicação da inflação através de Acordos Coletivos, com referência à data base de 1º de maio. Assim, pela legislação que nos é aplicada, os cerca de 60 mil aposentados e pensionistas terão, também, seus vencimentos atualizados. Não se sabe por quanto tempo… Dai a importância do interesse participativo dos Sindicatos, de todas ou quaisquer correntes políticas, como também de todas as Associações de Classe para que o assunto seja Iluminado.

Quanto ao Acordo Coletivo 2018/2019, com a correção inflacionária de 1,89%,  se encontra ajuizado no Tribunal Superior do Trabalho- TST pela FNTF, para mediação através de Dissídio Coletivo. Somente nos resta aguardar. Lembramos, no entanto, que as propostas  de mediação da antiga VALEC sobre esse AC ajuizado, partiram de zero por cento, depois 40%,  dos 1,89, chegaram a 60% e finalmente pagamento integral da correção, mas sem atrasados. Uma piada infame.