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Por Genésio Pereira dos Santos

Já gastei, sem exagero, algumas centenas de metros de linhas nas colunas escrevendo sobre a importância das ferrovias, nos grandes jornais de grande circulação, como o JB e a Tribuna da Imprensa, preteritamente, e em inúmeros periódicos, “no tempo e no espaço” (meu jargão), desde os idos de 1960. O presidente Washington Luiz (1926-30), sentenciou que governar é abrir estrada. O presidente Jair Bolsonaro devia repetir a sua sentença: administrar para o futuro deste País é construir ferrovias, já com a mesma pressa de aprovar a Reforma da Previdência, digo eu!.

Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá (elevado mui justamente a Visconde), empreendedor de larga visão, em 1854, criou a primeira estrada de ferro no Brasil, quando o País deu início ao transporte por sobre trilhos.

Faço réplica ao festejado confrade Merval Pereira, que escreveu na coluna “Artigos”, em o Globo de 23-06-19: “A importância do caminhão,” ”exaltando  os bravos caminhoneiros. Nada contra a presença dos caminhões cortando este Brasil, transportando 1,7 milhões de toneladas de insumos, numa escala de 60%, que beleza de ver.

Já escrevi que o ideal seria que no transporte por sobre pneus, a carga deveria ser transportada por rodovias até 500 quilômetros;  acima dessa quilometragem, tão somente por trem, pois o custo/benefício da tarifa, por certo, seria infinitamente menor, com a economia brutal de combustível.

Merval  registra que Estados Unidos e França, territorialmente menores que o Brasil, têm na ferrovia nas ferrovias o seu principal meio de transporte de mercadorias e de gente. Lamentável que não se tenha igual condição. Até quando o modo ferroviário vai ser a segunda opção no sistema viário do País? Espera-se que o espírito iluminado de Washington Luiz, baixe no corpo de Bolsonaro e ele venha a abraçar a máxima, administrativamente, e bradar que: “governar é também, é   construir ferrovias. ”

Copiar o saudoso ex-presidente seria um gesto de grandeza do Messias, pois seria bom para povo e felicidade geral da Nação vir a ser povoado de trens nos quatro cantos do Brasil, um País-continente, depois de 89 anos da máxima, em 1930.

Merval Pereira levanta uma questão oportuna, relativamente à grande massa da classe trabalhadora de ferroviários, que fizeram e fazem o trem circular (andar).  Tal qual o caminhoneiro, o maquinista deveria estar na cabine das locomotivas, tracionando toneladas e toneladas de produtos, que, por certo, estariam dobrando; em vez de 1,7, certamente, seriam mais de 3,5 milhões de toneladas circulando por estes Brasis afora.

Assim, em réplica, diria, no bom sentido, elevo os maquinistas, na agradável expectativa de que o governo venha a proporcionar, de imediato, a implementação dos investimentos para a volta do Brasil aos trilhos, em tréplica de nós dois, nos artigos do Merval, recentemente, e nos meus, de longa data,   versando sobre os dois modos: rodoviário e ferroviário, perfeitamente coexistentes, e que venham a espraiar pelos estados e cidades deste imenso torrão as nossas riquezas, ressaltando que o trem traz um romantismo ímpar, sendo motivo de canções, livros, filmes, academias ferroviárias, novelas etc. A rodovia em si não tem o apelo da ferrovia, culturalmente, falando-se. Quanto ao aspecto econômico, é indiscutível a participação dos dois modos no progresso da sociedade brasileira, beneficiária última da expansão do transporte deste País, frise-se.

A classe ferroviária, os ferroviaristas e, de resto, a população trabalhadora esperam que o presidente Jair Bolsonaro envie um projeto de lei ao Congresso Nacional, a fim de que aquele Poder Legislativo com a mesma pressa da reforma da Previdência, tenha a “Providência” para a volta do Brasil aos trilhos e, via de consequência, a mobilidade urbana, brevemente, e que seja uma realidade, no tempo e no espaço.

Em réplica, o Brasil precisa de ferrovias, como o sangue de oxigênio, e a tarefa que pesa por sobre os ombros deste governo e construir ferrovias para o Brasil, sem embargos.

Genésio Pereira dos Santos/Advogado/Jornalista/Escritor.