Pesquisa e edição por Luis Fernando Salles

Desce escada, compra bilhete, passa roleta, entra no vagão. No vaivém paulistano, sobra pouco tempo para reparar no entorno – menos ainda em locais de passagem, como o metrô. Com legado menos evidente que casarões, prédios e palacetes, elas também carregam pedaços da história.

Com esse argumento, as estações Armênia, Liberdade, Portuguesa-Tietê e Santana da Linha 1-Azul de São Paulo foram tombadas em dezembro em âmbito municipal. Segundo a resolução que determina o tombamento dos espaços, devem ficar preservadas todas as características arquitetônicas externas e internas das áreas, além de tamanho e formato do local.

Originalmente, esse tombamento estava em um processo que reunia 79 bens enquadrados como Zonas Especiais de Preservação Cultural por prefeituras regionais e indicados em audiências públicas da lei de zoneamento de 2004. Mas em 2017 o processo foi desmembrado, o que resultou em um focado só nas quatro estações.

O Patrimônio Estadual também já tombou 11 estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

As quatro estações integram a primeira linha de metrô do País, originalmente Linha Norte-Sul, de 1974. É a obra mais conhecida do arquiteto carioca Marcello Fragelli, morto há quatro anos. Uma das estações, a Armênia, teve o projeto premiado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB).

Fonte: Estadão, Revista Ferroviária