A previdência privada fechada, instituída por empresas para seus funcionários e geridas por fundações vive o dilema da pouca atratividade de novos participantes. Além de problemas com investimentos ruins feitos por algumas fundações, que mancharam a imagem do setor como um todo, há pouco interesse das empresas patrocinadoras em abrir novos fundos além das reduções das contratações formais pela CLT colaboram para a situação.

Segundo a Abrapp, desde 2005, não são criadas novas fundações. Estimular os planos setoriais e a categoria dos planos família são as apostas da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) para dinamizar o setor.

A aposta se deve ao desempenho dos planos instituídos – normalmente criados por entidades de classe para profissionais autônomos. Entre 2010 e fevereiro deste ano, saltou em número de participantes de 84 mil para 316 mil, e, em ativos, foi de R$ 1,08 bilhão para R$ 10 bilhões, na mesma base de comparação, segundo dados da Abrapp. O plano família pode ser oferecido pelas fundações aos familiares dos funcionários.

A legislação determina que a previdência fechada, por não visa lucro como os VGBL e PGBLs, vendidos por bancos. Diferentemente dos fundos fechados, nos produtos bancários há taxas de administração, taxas de carregamento – parte do aporte fica com o banco. Por má gestão, muitos fundos fechados estão em sérias dificuldades. Querem resolver aumentando o número de participantes, mas não adianta colocar mais gente em um modelo ruim. Do ponto de vista do investidor, o principal ponto que joga contra os fundos fechados, é a tributação. O investidor que declara IR na tabela simplificada não pode abater as contribuições, mas quando resgata é tributado como se fosse um PGBL, o que na verdade é uma bitributação imposta ao participante de planos fechados.

Fontes: Abrapp, Internet