Por Fernando Abelha

Em contatos mantidos, ontem, na Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF obtivemos a informação de que está agendada para amanhã reunião com os sindicatos da base, ocasião que serão analisados temas referentes à situação financeira dos sindicatos após a Reforma Trabalhista, e analisados os termos do Dissidio Coletivo a ser ajuizado no Tribunal Superior do Trabalho e do Acordo Coletivo 2019/2020, nos quais além da FNTF, constarão às assinaturas dos sindicatos, como forma de garantir os benefícios para todos os estados da Federação e, assim, contemplar amplamente categoria.

O Dissidio Coletivo será ajuizado junto ao Tribunal Superior do Trabalho pela FNTF na segunda quinzena de março. Fomos informados, também, que na mesma reunião de amanhã, serão analisados os termos do Acordo Coletivo do Trabalho – ACT 2019/2020 para os ferroviários em atividade, a ser encaminhado a VALEC – Engenharia, dois meses antes da data base de 1º de maio, com o pleito da categoria em atividade quanto as cláusulas econômicas e sociais além do pagamento do INPC pleno arbitrado a partir de maio. À semelhança do Dissidio Coletivo, o ACT terá, também, os resultados obtidos extensivos aos aposentados e pensionistas, de acordo com determinação legal.

Fomos informados, também, que do Dissidio Coletivo e no Acordo Coletivo 2019/20120 constarão cláusula das perdas salariais já reconhecida pela VALEC, quando da Comissão Paritária instituída em 2014.

Por sua vez, independentemente das ações em andamento voltadas ao Dissidio Coletivo e ao ACT, a VALEC solicitou recentemente a FNTF, novas informações quanto ao ACT 2018/2019 no que foi atendida de imediato. Essa solicitação da VALEC cria a expectativa da abertura de nova rodada de negociação, para a qual a FNTF estará de pleno acordo, se assim for sinalizado pela empresa.

Resta a categoria dos ferroviários, mais uma vez, aguardar a boa vontade da VALEC para que veja concretizado o seu justo direito constitucional do reajustamento salarial com os mesmos índices da inflação.