O impacto do rompimento da barragem da Vale na mina Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), na última sexta (25), não chegou à malha da MRS, mas à estrutura de um terminal ferroviário da Vale dentro da mina, onde a MRS opera. A linha férrea do terminal foi rompida na altura do Rio Paraopeba, na região de Brumadinho, e o material rodante também foi impactado. A MRS afirma que esse ponto da malha destruída faz parte do sistema ferroviário do terminal, não da MRS, e por isso não há ainda informações precisas.

O ramal do terminal é uma derivação a partir do tronco principal, que é a nossa malha. É como uma rodovia (malha MRS), com uma estrada vicinal (malha do terminal, da Vale). Esse viaduto já é no ramal do terminal, é da Vale. Na nossa malha, estamos com condições operacionais, obviamente com todos os cuidados adicionais, monitoramento etc. na região próxima ao acidente, afirmou a MRS em nota.

Dos 305 desaparecidos (número atualizado hoje no início da tarde), quatro são ligados à MRS (dois próprios e dois terceirizados). Os funcionários estavam no terminal no momento do rompimento da barragem. É cedo para uma visão mais precisa, até porque dependemos de informações da Vale, que obviamente está empenhada nas ações de resgate. A situação ainda é bastante complexa em Brumadinho. Está um clima de muita comoção, muita tristeza entre as equipes, seguimos acompanhando de perto as buscas, diz a empresa em nota.

Já a VLI informou que a malha da FCA próxima à região não foi afetada com o rompimento da barragem.

Fonte: Revista Ferroviária