Por Genésio Pereira dos Santos/Advogado/Jornalista/Escritor

gimam@ig.com.br

Abordar, constantemente, o tema “ferrovias” pode levar o leitor a achar que somos como aquela canção que fala de um samba de uma nota só, ou seja, não variamos de assuntos. Contrário senso, escrevemos sobre um plus de matérias que pairam no cotidiano da vida do País, das cidades e do que palpita, do conteúdo político-econômico-social. Todavia, nesta esteira, espancamos que o Brasil precisa de ferrovias como o sangue de oxigênio, como solução ativa e efetiva para buscar-se a tão falada mobilidade urbana.

A construção já

A construção já de novas Malhas ferroviárias tem que ser iminente. A década de 2020, que viveremos, será a de superação de todos esses entraves relativamente, às três últimas décadas de descaso pelo modo ferroviário. No final dos anos 90, com a desastrosa privatização até este ano de 2018, desprezados pelos diversos governos, as ferrovias ficaram “capengas. ”Na linha Auxiliar, por exemplo, os trens trafegavam por 50 anos, mas, com a extinção do ramal que partia da Estação de Governador Portela (Miguel Pereira), com destino à de Valença, passavam pela Terra dos Barões, tudo por lá permanece fechado e desativado, absurdamente.

Outro trecho de linhas, de Japeri a Paraíba do Sul, também foi abandonado. De resto, nos 752km concessionados à Ferrovia Centro Atlântico-FCA, o desleixo foi e é o mesmo, nos 150km de linhas do Estado do Rio, do R$ 1 bilhão que a FCA pagou de muita à Agência Nacional de Transportes Terrestres-ANTT, por descumprir cláusulas contratuais, R$ 200 milhões (20%) serão destinados para à recuperação de trechos de linhas e, via de consequência, a volta dos trens de passageiros e de turismo aos trilhos. O momento é agora, aproveitando-se a maré alta. Os objetos e patrimônio   espalhados, da ex-RFFSA estão dispostos de maneira fragmentada. A sensação é a de que o conjunto material depositado às intempéries climáticas nos trechos e prédios, por esse Brasil afora continuara sem o cuidado devido.  Esse estado de coisas tem que ter um basto, pelo governo.

Projetos da mais alta magnitude de engenharia serão elaborados, “no tempo e no espaço” (meu jargão), a fim de que se viabilizem dentro de uma realidade técnica e organizacionalmente operacionalizável, na consecução de um novo momento de transporte ferroviário, que se efetivará, para que consigamos o desenvolvimento imediato nesse ícone. Daí, a máxima que admitimos ser plausível:  o Brasil precisa de ferrovias como o sangue de oxigênio e a tarefa que pesa por sobre os ombros das autoridades federais e estaduais, é construir ferrovias no Brasil, pois, sem elas, não teremos a urgente mobilidade urbana no País.

Está na hora de o Estado do Rio aproveitar a oportunidade, para utilizar todos os meios e modos admitidos em gestão da coisa pública, no sentido de revitalizar os trechos de linhas como a fonte de receitas, na exploração do ícone turismo, tal qual acontece em alguns estados brasileiros e nos países, onde os governos sabem muito bem operacionalizar os resultados dessa nascente de arrecadação. Bater nesta tecla é preciso. E estamos conversados.

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