Pesquisa e edição por Luis Fernando Salles

A atual diretoria da Petros, com o total apoio do Conselho Deliberativo do Fundo de Pensão dos funcionários da Petrobras, entrou com processo na Justiça em que cobra indenização de R$ 583,4 milhões de ex-dirigentes. Ela acusa dez de seus antigos presidentes e diretores, de terem descumprido normas na operação de compra de fatia da Itaúsa, holding de investimentos do banco Itaú, em 2010.

“Os réus, em diversos momentos, faltaram com o seu dever de diligência como administradores dos planos de benefícios da Petros, bem como descumpriram diversas normas, inclusive internas, quando da aprovação da operação que gerou prejuízo milionário aos planos de benefícios geridos pela Petros”, acusa a fundação no processo.

Por causa de prejuízos como esse, além do quadro de recessão econômica, a Petros acumulou déficit bilionário nos últimos anos.  Os participantes do principal plano do fundo já estão pagando contribuição extra para cobrir o déficit acumulado, em um equacionamento que soma R$ 27,3 bilhões. Eles arcam com cerca de metade da conta, a ser saldada em valores mensais extras por 18 anos. Muitos estão recorrendo à Justiça alegando irregularidades no equacionamento.
O número de liminares que suspendem a cobrança de contribuição extra subiu de 29 para 86 desde março. Hoje, cerca de 11.200 participantes estão dispensados de pagar a contribuição extra, por causa de liminares. ”

Fontes: Internet; Brasil 247