Pesquisa e edição Luis Fernando Salles

Cientes da necessidade de modernização, os fundos de pensão planejam aprovar novas modalidades e atrair o público mais jovem para garantir o seu crescimento nos próximos anos. As principais fundações do país se preparam para abrir os chamados planos setoriais, voltados para entidades de classe, mas ainda aguardam mudanças na regulamentação para darem início à estratégia.

Ao contrário da previdência privada aberta, cuja tendência é de expansão, as entidades fechadas encaram um desinteresse dos trabalhadores mais jovens e também das empresas na abertura de novas fundações, pelo menos pelo modelo mais tradicional. Também precisam recuperar investimentos mal feitos.

Enquanto os chamados planos instituídos representam, especificamente, uma entidade de classe ou sindicato, o objetivo é que, um parente de um associado do plano possa fazer parte. Por mais de um ano, o setor tentou que fosse liberada a participação nestes planos para familiares até o terceiro grau, mas isso dependia de regulamentação pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). Havia uma divergência com Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que entendia que o direito deveria ser estendido somente até o segundo grau do parentesco. Para sanar as divergências, foi criado um grupo de trabalho com objetivo de chegar a uma decisão comum. Em reunião na última terça feira, foi batido o martelo para incluir apenas os parentes de segundo grau, segundo o presidente da Abrapp, associação que representa os fundos de pensão fechados, Luís Ricardo Martins.

“O grupo entendeu que se pode oferecer um plano pelos normativos hoje vigentes”, disse Martins. A expectativa é que a próxima reunião do CNPC, em julho, homologue este entendimento. Quando isso acontecer, a própria Abrapp vai tirar da gaveta um plano setorial voltado para cônjuges, filhos e dependentes econômicos. Segundo o executivo, as fundações devem fazer o mesmo. “Não conseguimos tudo que queríamos, mas demos um bom encaminhamento”, diz.

Fontes: Internet, Valor Econômico – Juliana Schincariol