Por Fernando Abelha

O Tribunal Superior do Trabalha – TST pautou para hoje, às 14 horas, a apreciação do Dissidio Coletivo encaminhado pela Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF, em defesa de 380 ferroviários da extinta RFFSA em atividade na VALEC e, por consequência, aos 70 mil ferroviários aposentados e, também, às pensionistas. Por informação do companheiro João Batista, de Jaboatão, Pernambuco, a Federação Independente e seus sindicatos da base, em recente reunião de mediação no TST recusaram a proposta da VALEC, certamente por entenderem ser aviltante e debochada quanto aos direitos da classe.

É grande a expectativa da categoria, há mais de 24 meses sem qualquer reajustamento em seus salários, no momento em que, a VALEC Engenheira, fria e arbitrariamente insiste em nada conceder de reajustamentos aos Acordos Coletivos maio de 2016/17 e 2017/18, descumprindo, assim, a própria Constituição Federal quanto ao repasse dos índices inflacionários aos trabalhadores. As perdas já representam percentual superior a 40% dos vencimentos. Essa atitude perversa ocasiona que os oito primeiros níveis da escala do Plano de Cargos e Salários dos empregados da extinta RFFSA, estejam abaixo do salário mínimo, atingindo, aos mais humildes trabalhadores hoje aposentados.

Espera-se que o TST ao examinar a extensão do problema que atinge a categoria, faça justiça e restabeleça os reais valores dos salários de ferroviários ativos, aposentados e pensionistas.