Por Fernando Abelha

Prezado João Batista ao ler o seu comentário, editado ontem neste blog, pelo qual sugere a presença atuante de advogados ferroviários para defender-nos junto aos órgãos competentes, com objetivo de definir a nossa situação de complementação salarial e um novo destino da fonte pagadora de nossas aposentadorias, lembramos que a RFFSA, desde sua origem, manteve em seus quadros funcionais, brilhantes profissionais do direito…

…Todos sabemos que a categoria dos ferroviários, em todos os seus segmentos funcionais, deteve, sobejamente, a nata dos trabalhadores brasileiros, que no decorrer da vida profissional eram constantemente treinados de acordo com a necessidade da empresa. Criminosamente, quase toda esta organização empresarial foi jogada no lixo. Os ferroviários que prosseguem em atividade  um pouco mais de três centenas, prestam seus importantes e  competentes  serviços na VALEC, DENIT, ANTT, Inventariança e, possivelmente, em outros seguimentos da administração pública.

As suas dúvidas são na verdade de todos nós. A sua proposta é plenamente exequível. No entanto, o que nos falta é a unidade de ação e reação a tempo e a hora, sem a qual ficaremos eternamente serrando serragem, afundando no lamaçal que nos jogaram. É necessário planejarmos como essa unidade poderá surgir. Através das Associações de Classe, representada em ação única para que não ocorra duplicidade de entendimentos ou até mesmo de erros de delineamento; pelas Federações e Sindicatos detentores da legitimidade para pleitear os nossos direitos; ou através mesmo da formação de um grupo nacional de ferroviários, que atuaria como nosso porta-voz junto ao mundo político e administrativo federal, como ocorreu recentemente, para que a  Fundação REFER recebesse dívida contratual bilionária, que por mais de uma década não era honrada pelo governo da União Federal. Conquista que proporcionou a continuidade do pagamento de 25 mil ferroviários da RFFSA que, a partir de fevereiro deste ano, não receberiam mais os seus vencimentos complementados para o qual pagaram no decorrer da vida laboral, ou a receberia de forma reduzida por mais alguns meses.

Enfim João Batista. Quando idealizei este veículo de comunicação através da WEB, atribuindo-lhe a cognome de VEZ e VOZ dos ferroviários, somente assim agi por entender da necessidade de se criar um fórum de debates, onde qualquer um de nós poderá explanar o seu entendimento,  respeitando-se os direitos e opiniões dos companheiros, sem a prática da calúnia, ação política, religiosa, mercadológica, com respeito mútuo e, principalmente, sem qualquer referência a nomes de pessoas mas, tão somente, às instituições do nosso círculo de relacionamento. Assim, com a experiência de todos, será possível o enfrentamento aos que nos prejudicam   e solução aos justos pleitos da categoria.

O que é, também, importante para o Brasil e assim para nossos filhos, netos e bisnetos, é a recuperação do modal ferroviário retirando-o das mãos de seus atuais algozes, através de concorrência internacional para que do Norte, Nordeste ao Centro Oeste, Sudeste e Sul possamos ter trens de passageiros e cargas com as nossas riquezas agrárias e industriais, conduzidas com segurança aos centros consumidores. O que existe hoje, com rara exceção, é uma piada criminosa.

Este fórum de debates no dia de hoje registra 32 mil visualizações mensais por todo o País e, muito significativamente, com mais de 2 mil acessos pelo exterior, vindos dos EEUU, União Europeia, Canada, Portugal, China, Rússia, Índia e, em menor número, uma dezena de outros países.

Enfim companheiro, agradeço a sua continuada participação em nosso fórum e esteja certo iremos conseguir voltar para um lugar ao sol que já usufruímos. É este o meu propósito enquanto viver.

ERREI

Em tempo: Exclui do texto acima a informação de que o ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, fora advogado da extinta RFFSA e que assumira a chefia do Departamento Jurídico na Administração Geral. Na verdade esse fato nunca ocorrera.