O Brasil tem 47,4 milhões de usuários na saúde suplementar, ou um em cada quatro brasileiros. Uma fatia de 67% desse total é de planos coletivos empresariais, havendo ainda outra de 14% de planos coletivos por adesão — totalizando 81%. O restante são planos individuais, que têm o reajuste das mensalidades regulado pela ANS.

A união dos diversos segmentos que participam do setor de saúde suplementar aparece como o único caminho para que o Brasil consiga adotar um modelo de financiamento sustentável para esse segmento. A solução não depende apenas de um consenso desse mercado — que inclui empresas de saúde, a agência reguladora, os prestadores de serviços, médicos, clínicas e hospitais — e tampouco se resume a discutir custos. É preciso incluir consumidores e empregadores no processo e transferir o foco do debate para a qualidade assistencial.

A crise que atravessamos, notadamente através do desemprego em massa, retirou desse mercado cerca de três milhões de pessoas nos últimos dois anos e meio. O posicionamento do ministro da Saúde, Ricardo Barros, e pelo modelo de planos populares e que aumento do número de pessoas atendidas pela saúde suplementar, seria uma ferramenta para aliviar a demanda ao SUS.

Ricardo Barros se posiciona ainda pelo fato de que o mercado de saúde suplementar deveria ser livre, incluindo o reajuste das mensalidades dos planos individuais, atualmente regulado pelo governo. “Defendo que as pessoas possam acessar o que têm capacidade de pagar”, observou o ministro.

Técnicos da área defendem, no entanto, que a medicina de família contribui para a redução de custos e melhora na saúde do usuário. Esse é o modelo do futuro, que foca na redução dos fatores de risco e no estímulo a hábitos saudáveis.

Fonte: G1 – Glauce Cavalcanti