Jornalista Genésio Pereira dos Santos

No dia 30 de novembro de 2017, no auditório Adolfo Manta, no prédio que foi sede da  extinta saudosa Rede Ferroviária Federal S.A RFFSA, os ferroviários ativos, aposentados, pensionistas e ferroviaristas comemoraram, em tarde de gala, conquista da Fundação REFER, que, através de despacho exarado pelo ministro da Fazenda, autorizou o depósito de elevada verba (dívida ativa), que garante aos assistidos da Fundação a continuação do pagamento de benefício de complementação de aposentadoria a mais de 30 mil famílias do modo ferroviário.

O cerimonial da REFER brilhou organizacionalmente, pois, primou pela presença de parlamentares e ministros, que prestigiaram o evento e receberam a manifestação de reconhecimento dentro do primado de gratidão de mais de 300 assistidos referianos, presentes no auditório. O plenário não regateou aplausos aos que, de maneira ativa, efetiva e afetiva, se entregaram “no tempo e no espaço” (meu jargão) à missão apostolar para conseguir a vitória espetacular, que consolidou um sonho acalentado, há anos, frise-se!

Louve-se a fala do engº Marcos André, que, didaticamente, proferiu uma narrativa escorreita, sobre a angústia de falta de fôlego financeiro para o pagamento da suplementação, aos “referianos”, sob o risco de ficarem “órfãos” do benefício para o qual contribuíram anos e anos, quando em atividade. O enlace fé, expectativa e esperança foi abençoado por Deus.

O auditório, superlotado, ouviu atento todos os oradores convidados e homenageados (ministro Helio Regato, deputados: Paulo Feijó, Simão Sesim, Gorete Pereira, senador Eduardo Lopes e ministro do TCU), que enalteceram a atuação de Marcos André, que, acompanhado de líderes da classe, por anos, semanalmente, em procissão, pelos gabinetes dos executivos e de parlamentares, buscava o apoio e o aval para que se consumasse o memorável evento, do dia 30/11/17.

O presidente Marcos André asseverou que, literalmente, a união de todos foi a locomotiva que propiciou o resultado que buscavam, motivo de lágrimas emocionantes de muitos presentes ao evento, naquela data festiva.

Todos os oradores preconizaram que a luta por novas reivindicações continua: melhores reajustes salariais, respeito ao artigo 2º da Lei nº 8186/91, piso salarial dos engenheiros e demais categorias da VALEC e mais uma gama de direitos desrespeitados por autoridades.

Ficou patenteado e demarcado, por mim, que a classe precisa eleger, em nível nacional, uma frente parlamentar de ferroviários e de ferroviaristas, agora em 2018, a fim de que não fiquemos órfãos de representantes no Congresso Nacional. E estamos conversados!

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