Por Fernando Abelha

É nossa conduta, sempre que possível, dar respostas às indagações que nos chegam dos nossos hoje cadastrados 35 mil leitores mensais. Ultimamente, são muitas as perguntas sobre como estão as negociações com a VALEC-Engenharia para que os salários dos ferroviários em atividade, aposentados e pensionistas sejam reajustados, ao menos, pelos índices da inflação reconhecida entre maio de 2016 ao mesmo mês de 2017, em 3,99%,  e divulgada pelo governo.

Quase que diariamente mantemos contatos com a Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários- FNTF, segmento sindical que detém a legitimidade de atuar no interesse da classe quanto as revisões salariais. As informações obtidas são sempre as mesmas: “aguardamos para qualquer momento que sejamos chamados pelo Tribunal Superior do Trabalho, juntamente com os representantes da VALEC, para que se proceda a mediação entre as partes”.

Ocorre, no entanto, que a VALEC, em desrespeito às cláusulas 611 e 612 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, limitou-se a enviar um documento a FNTF pelo qual informa que aprovava as cláusulas sociais constantes do Acordo Coletivo para os empregados ativos para ela transferidos por sucessão trabalhista. Quanto a revisão salarial desconsiderou a inflação de 2016/17 atribuindo o índice zero.

Por sua vez a mesma VALEC, em janeiro deste ano, concedeu 5% aos empregados da extinta estatal GEIPOT, também liquidada, com os empregados transferidos nas mesmas condições dos ferroviários, por sucessão trabalhista. Esta concessão ao GEIPOT foi anexada pela FNTF ao processo de mediação em curso no Tribunal Superior do Trabalho, com o objetivo de demostrar que a VALEC usa de dois pesos e duas medidas.

Em novembro será a data base para que a VALEC reveja os índices dos seus empregados com a aplicação, no mínimo, do índice de correção monetária a ser difundida pelo governo. Resta saber se também arbitrará o índice zero para os seus empregados, como procedeu com os ferroviários da extinta RFFSA.

Vamos aguardar…