Colaboração do jornalista e ferroviário Luiz Carlos Vaz

Comentários de Fernando João Abelha

Edição de Luis Fernando Salles

Acatamos plenamente a evolução tecnológica que a ciência nos oferece continuadamente. Entendemos da necessidade de retificação dos traçados das nossas mais que centenárias linhas férreas, grande parte edificadas no Brasil Império quando o pagamento por quilômetro construído, ocorria sob a pressão política e econômica do chamado período do coronelismo, em que os fazendeiros do café primavam por ter os trilhos atravessando as suas terras. Enfim… Coisa do passado que necessitava, de fato, de significativas correções da engenharia.

Há 20 anos, os então governantes neo-liberáis atacaram então a nossa RFFSA e se transformaram nos precursores do apocalipse através de concessões à iniciativa privada sem que, no entanto, fizessem valer a contrapartida indispensável à proteção do patrimônio da RFFSA com valores reconhecidos como um dos maiores do país. Foram trechos de linhas, estações, pátios, material rodante, fazendas produtoras de madeira para dormentes, enfim uma infra-estrutura de um século e meio destruída em poucos anos após a posse pela classe empresarial dos 27 mil quilômetros de linhas, mas que somente visualizou os seus interesses econômicos.

Assim, 20 mil quilômetros de ferrovia com toda a sua estrutura operacional virou sucata. Nada foi feito pelas autoridades fiscalizadoras que impedisse tamanho descalabro, verdadeiro crime de lesa pátria. E o que é mais entristecedor as novas ferrovias planejadas há décadas, entre as quais a transnordestina e norte sul, são verdadeiros sorvedores do dinheiro público. Parte das nossas economias que confiamos ao governo através de impostos. E agora José?

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