Texto de Fernando João Abelha

Colaboraçaõ do engenheiro Geraldo Castro Filho

Edição de Luis Fernando Salles

O vídeo abaixo mostra o esforço dos ferroviários do Rio Grande do Norte em preservar a memória histórica do trem na construção de um museu nas antigas oficinas de locomoção, para o que conta com o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em contra partida, na cidade do Rio de Janeiro, o Museu do Trem, rico de peças que marcam plenamente o início da ferrovia no Brasil, entre as quais a locomotiva Baronesa que ligou a Praia de Mauá no fundo da Bahia de Guanabara à cidade de Petrópolis, a uma altura de mais de 800 metros. Esta foi a primeira linha feroviária do Brasil, construida no Brasil Império,  em meados do século XIX pelo engenheiro Barão de Mauá contratado por Dom Pedro II.  Idealizado quando a extinta RFFSA operava plenamente encontra-se, no decorrer destes 20 anos, de portas trancadas  impedindo que estudamtes, a população carioca, turistas e saudosos ferroviários encontrem informações sobre a história da ferrovia no país.

Ao mesmo tempo, a estação Barão de Mauá, no bairro imperial, região central do Rio de Janeiro, também abandonada à própria sorte, foi idealizada para abrigar o novo Museu Nacional Ferroviário  para o qual já existe projeto, pago pelo Miistério dos Trasnportes, cerca de R$ 1 milhão, e executado pela Universidade Federal de Santa Catarina. No entanto, um verdadeiro embrólio cerca a Estação Barão de Mauá: o entorno, pátios, gare e plataformas foram entregues à administração da concessionária Supervia, concessão operada pela famigerada Odebrecht, para integração dos transportes ferroviários suburbanos, entre os municíçpios do Estado, No entanto, a Supervia abandonou, totalmente, as áreas sob sua responsabilidade. O prédio centenário da Estação Barão de Mauá, hoje sem água e sem energia elétrica, totalmente em degradação, pichado e com infiltrações pelo telhado, está divido entre a Odebrecht, Governo do Estado do Rio de Janeiro e a União Federal, sob responsabilidade do Ministério dos Transportes. Assim, nem a Supervia, Governo do Estado ou Ministério dos Transportes agem pela preservação da histórica Estação. Espera-se, no entanto, que o Ministério da Cultura, dê sequência a documentação existente e através do IPHAN entenda-se com o Ministério dos Transportes e assuma esta reserva histórica ferroviária, transferindo para a centenária Estação Barão de Mauá o Museu Ferroviário Nacional que pelo projeto poderá ser dinâmico oferecendo pequenos passeios aos turistas e à população carioca pelo entorno do pátio ferroviário ainda existente e  proporcionar, assim, alguma renda para sua manutenção. Este é um patrimônio da União Federal. É imporftante retirar de lá a polêmica Odebrecht que tanto transtorno causou ao país.

Veja o vídeo, vale a pena.

Fonte: Internet