Por Fernando Abelha

Ao constatar que os nossos netos concluem o ensino superior e se lançam a conquistar o cada vez mais complexo mercado de trabalho e, inesperadamente, surge uma bisneta fruto de amor intempestivo, tudo nos leva a crer que as oito décadas transcorridas nos legou belas recordações, angústias dos erros praticados e a sábia experiência que somente o tempo nos proporciona.

Assim, voltamo-nos a cada dia para os arrojos que, com o transcorrer dos anos, contornam e adornam o envelhecimento, mas podem colocar em risco tudo de bom e de belo que fora conquistado pela labuta diária através dos anos pretéritos.

Deparamo-nos, recentemente, na leitura da revista Fundos de Pensão edição de fevereiro, editada pela Associação Brasileira de Previdência Privada – ABRAPP, em parceria com outras entidades afins, com oportuno artigo de Flávia Pereira da Silva pelo qual aborda com sutiliza e competência, tema relacionado com o “envelhecimento e a capacidade financeira”.

A articulista defende que “ a capacidade financeira caminha de mãos dadas com a autonomia”. Ela abrange desde tarefas simples, como conferir o troco e pagar as contas do mês, até as mais complexas como controlar a conta bancária, calcular juros de empréstimo ou tomar decisões de investimento. Sustenta que “estudos apontam que a capacidade financeira chega ao ápice por volta dos 50 anos e começa a diminuir aproximadamente dez anos depois…”Assim, o artigo oferece importantes dicas a serem seguidas para mantermos o controle financeiro no caso da avançada idade. A partir daí a articulista destaca as dúvidas que mais atingem aos idosos, levantadas através de pesquisa “Eu não me sinto seguro para tomar decisões financeiras; Eu não consigo compreender as decisões financeiras que muitas vezes são tomadas em meu nome; Tenho tido problemas para pagar as contas porque elas me parecem confusas”, além de outras inseguranças.

Assim, segundo ainda a articulista, especialistas argumentam que “as pessoas precisam aceitar o fato de que as suas habilidades financeiras possivelmente diminuirão com o tempo. Esse é o primeiro passo. O segundo é tomar as medidas necessárias para se proteger, entre elas a busca por conhecimento que lhes permita detectar fraudes mais facilmente, além de check-ups médicos regulares, enfoque no planejamento financeiro o mais precocemente possível e a transformação do monitoramento financeiro em assunto familiar”

É, portanto, muito importante saber definir com muita segurança em quem confiar.

Espere o melhor, prepare-se para o pior