Edição de Luis Fernando Salles – estagiário

Por Carlos de Lima Moulin – Diretor de Investimentos e Financeiro da REFER

A REFER vem aprimorando constantemente seus controles internos, com a finalidade de promover continuada transparência na gestão dos investimentos, redução dos riscos de mercado, de crédito, de liquidez, bem como riscos legais e operacionais.

Os controles e processos que abrangem todas as atividades da gestão dos investimentos da Fundação, buscam acompanhar e gerenciar os riscos e retornos esperados, desde a execução de contratos firmados, cumprimento de prazos, registros de transações, gerenciamento de recursos e processos como entrada de dados, controle de garantias e documentação.

Atualmente, a REFER conta com o suporte de dois sistemas de monitoramento de risco:  ROSYS sistema integrado que auxilia no controle de risco de mercado; e PRISMA, sistema integrado de controle de conformidade (Compliance), contratados junto a Risk Office S.A., bem como, o sistema de investimento DRIVE (Senior Solution Financial Expertise) que proporciona a operacionalização do portfólio de ativos da Fundação, cujos objetivos são o de realizar a gestão e o monitoramento contínuo dos investimentos, de acordo com os limites legais e demais disposições contidas nas Políticas de Investimentos dos Planos de Benefícios  e na Resolução CMN nº 3.792/2009.

Adicionalmente aos sistemas mencionados, a REFER possui, ainda, o Sistema Integrado de Gestão de Riscos – SIGRIS, ferramenta acessória de controles dos riscos operacionais criada com a finalidade de acompanhar os planos de ação estabelecidos internamente pelo Comitê de Riscos da Fundação. Assim, é possível minimizar os riscos operacionais mapeados em suas atividades, além de contar com os Serviços de Custódia Qualificada e Controladoria da Carteira Própria, dos Fundos de Investimento Exclusivos e das Carteiras Administradas, realizados pelo Banco Bradesco.

A Política de Investimento da Fundação conta, também, com o apoio da ADITUS Consultoria, para sua elaboração, utilizando a ferramenta de ALM – asset liability management e tendo por base a Resolução CMN nº 3.792/2009, o Guia PREVIC de Melhores Práticas de Investimentos e demais normativos vigentes, com sua aprovação, anualmente, pelo Conselho Deliberativo. Com isso, a Fundação realiza uma gestão transparente, na qual aloca seus recursos de forma conservadora, buscando assegurar no longo prazo a solvência e liquidez dos planos de benefícios, promovendo, assim, a qualidade de vida dos nossos participantes.

Sabe-se, no entanto, que no cenário econômico atual, fatores internos e externos ao Brasil têm afetado diretamente o desempenho dos nossos investimentos, entretanto, as Empresas Fechadas de Previdência Complementar – EFPCs devem buscar seus objetivos ao longo prazo, procurando garantir o equilíbrio financeiro dos seus Planos de Benefícios. Dessa forma, tem sido cada vez mais importante conseguir e saber lidar com o ambiente econômico instável, e aprimorar a prestação de contas aos Órgãos Reguladores e aos participantes.

Vale ressaltar que, os resultados da REFER nos últimos 10 anos (248,98%), superaram tanto a Meta Atuarial (241,18 %), quanto os retornos das demais Entidades Fechadas de Previdência Social (214,98 %) e a rentabilidade do CDI – Certificados de Depósito Interbancário (201,56 %), conforme gráfico abaixo:

Gráfico.png

Desta forma, mesmo em um cenário econômico de recessão, no decorrer de alguns anos, além do desemprego, aumento da incerteza e riscos atrelados a capacidade de pagamentos dos agentes de investimento, a Fundação no longo prazo, vem apresentando resultados positivos acumulados, superando a meta atuarial e os principais índices de referências para EFPC, garantindo o fortalecimento e a sustentabilidade dos seus Planos de Benefícios.

É importante esclarecer, ainda, que em planos maduros como os da REFER, em que, na sua maioria, os participantes são aposentados, a tendência é de que o patrimônio sofra gradual redução, pois os pagamentos com benefícios são superiores as entradas de recursos das Patrocinadoras. Assim, o pagamento das dívidas existentes junto a REFER pela RFFSA/UNIÃO e CBTU/UNIÃO, no curto prazo, é de fundamental necessidade de forma a dar plena e perene sustentabilidade ao nosso Fundo de Pensão.

Fonte: Expresso REFER