O Globo – O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) aprovou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que permitirá a retomada das obras da estação Gávea do metrô. O TAC é celebrado no âmbito do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), om a participação do Governo do Estado, da concessionária Metrô-Rio e das empreiteiras envolvidas. A previsão é de que, com o aval do TCE, as obras sejam iniciadas dentro de dois meses e sejam concluídas no prazo de três anos.

O TAC chegou ao TCE-RJ em maio deste ano. Em novembro do ano passado, o governo do estado fechou um pré-acordo com as concessionárias das linhas 1 (Uruguai/Tijuca até General Osório/Ipanema), 2 (Estácio-Pavuna) e 4 (Nossa Senhora da Paz/Ipanema até Jardim Oceânico/Barra da Tijuca). O acertado é que o MetrôRio arcará com os custos para terminar as obras até o limite de R$ 600 milhões, em troca da unificação e da prorrogação da concessão por dez anos, se estendendo até 2048. Hoje, embora opere as três linhas, o MetrôRio tem a concessão apenas das linhas 1 e 2.

De acordo com o secretário Washington Reis, além dos R$ 600 milhões aportados pelo MetrôRio, o estado entrará com mais 15%, ou seja, R$ 90 milhões. O secretário ressalta que esse valor é final, uma vez que o acordo não permite aditivos:

— É obra com preço fechado, não tem negócio de choro, nem de aditivo, tem que entregar a obra completa, com trem em funcionamento inclusive — observa o secretário.

Além de concluir a estação hoje submersa — o buraco, de 35 metros de profundidade, está coberto de água desde 2017 —, o acordo entre o poder público e empreiteiras prevê o termino da escavação, com uso de dinamite, da galeria entre São Conrado e Gávea. Um trem especial será colocado para atender este trecho.

A Setram estima que a Estação Gávea venha a beneficiar 20 mil passageiros por dia — hoje, o metrô tem, em média, 650 mil embarques diários. Pelo entendimento que está sendo fechado, as obras custarão R$ 697 milhões, sendo R$ 600 milhões arcados pela MetrôRio, e o restante pelo estado. Em troca do aporte financeiro, a empresa terá contratos unificados e a prorrogação da concessão por dez anos, até 2048. Hoje, apesar de operar as três linhas existentes, a MetrôRio tem a concessão das linhas 1 (Uruguai/Tijuca a General Osório/Ipanema) e 2 (Pavuna/Botafogo), e não da Linha 4.