Recebemos do economista e ex-conselheiro da Fundação REFER, Paulo Guilherme S. Almeida, novos esclarecimentos sobre o pagamento da dívida da CBTU.

– Meu caro Dr. Almir Gaspar.

Antes de tudo quero cumprimentá-lo pela profícua atuação à frente da AEEFL.

Em atenção aos seus pertinentes questionamentos neste blog, quero primeiramente me desculpar pelo equívoco de redação ao citar os empregados da CPTM (plano BD), quando somente o fiz tentando lembrar dos planos beneficiados com o pagamento da dívida, mas não como perdas dos empregados da CPTM, já que esses não são cotistas.


Quero também ressaltar o esforço da minha patrocinadora CBTU, nas negociações da dívida junto ao Governo Federal, os quais resultaram em alívio e equilíbrio aos planos, quando quase não mais haviam recursos para pagamento dos aposentados nos planos citados, sobretudo na Patrocinadora Central. Lembro ainda que pelo tempo decorrido, não restava mais margem para negociação em 2020 e foi feito todo o possível, no limite de tempo que existia de sobrevida desses Planos cujas reservas estavam no limite.

Relativo ao nossa luta no COFIS em 2021, se deu no sentido de proporcionar a correta apropriação contábil dos recursos, dentro dos parâmetros atuariais, financeiros e de contingente de pessoal, estabelecidos no estudo da Ernst Young, base para fixação do valor a ser pago, mas que mesmo a Diretoria concordando em reunião conjunta com os Conselhos, não implementou conforme recomendado pelo COFIS em sua Ata 510 de junho 2021.

O que citei em minha nota como equívoco da nota da Refer, foi a referência a não existir hipótese “de perda de dinheiro” pelos participantes. No momento em que a apropriação contábil da dívida, efetuado em 2021, desconsiderou parte do público participante entre 2018 e 2021, contemplado no cálculo do pagamento, existiu sim, perdas significativas para esses. Isso poderia também explicar os 1000% de majoração nas cotas da Central que mencionou o Dr. Almir em sua nota neste blog, mas que carece de resultados de auditoria, os quais hoje não tenho acesso.


Sabemos do esforço da atual direção em auditar esses atos, e esperamos as devidas correções recomendas em reuniões do COFIS e, ainda, recomendações em reunião conjunta COFIS, CODEL e DIREX realizadas após assinatura do acordo, onde nas quais alertamos para a alta demanda judicial que existiria e que poderia causar graves prejuízos a Refer.

Esperando ter esclarecido seus questionamentos, receba meus votos de apreço e meu respeitoso abraço.

Paulo Guilherme S. de Almeida

Economista e Ex-Conselheiro”