A sirena da rede ferroviária de Divinópolis foi tombada como patrimônio imaterial. A Prefeitura informou que o tombamento foi um pedido da secretaria de Cultura por causa da simbologia encontrada no som. A sirene marca os horários das oficinas na cidade desde 1916.

Sirene de trem Dibinopplis
Sirena da rede ferroviária é tombada como patrimônio imaterial de Divinópolis – Foto: Prefeitura de Divinópolis/ Divulgação

O decreto oficializando o tombamento foi publicado no Diário Oficial do Estado na sexta (11). Segundo o prefeito Galileu Machado (MDB), o reconhecimento é importante por se tratar de um bem que faz parte da vida dos cidadãos.

“A sirene da rede sempre foi presente e marcante na vida não só dos divinopolitanos, mas de todos que escolheram nossa cidade para construir suas vidas. Muitos, até hoje, têm o som como marcador de momentos do dia. Resguardar essa manifestação é importante porque ajuda a contar a história de Divinópolis”, ressaltou Galileu. Conforme a Prefeitura, por ser acionada 10 vezes ao dia e com precisão, o toque da sirene das oficinas passou a ser ouvido como um relógio sonoro por quase toda a cidade, presente no cotidiano dos moradores.

Em 25 de outubro de 1996, a sirene foi silenciada, mas após solicitação da comunidade, voltou a soar em 1º de setembro de 2000. O som também ecoa de maneira constante por alguns minutos todas as vezes que um antigo operário morre. “O som que ressoa é memória. Todo morador da cidade já ouviu alguma vez o apito ou tem algo para contar sobre ele. Precisamos dar valor a estes atos singelos, porém que marcam, atravessam séculos e continuam a fazer história”, completou o Secretário de Cultura, Gustavo Mendes.

Ferrovia

O G1 fez uma reportagem especial sobre a ferrovia em 2016. Na ocasião, o diretor de operações ferroviárias Rodrigo Ruggiero, disse que a empresa se estrutura em cinco grandes corredores: Centro-Norte, Centro-Sudeste, Centro-Leste, Minas-Rio e Minas-Bahia.

Entretanto, Divinópolis tem uma participação especial no desenvolvimento da ferrovia como um todo.

“Não só a oficina, mas toda a cidade de Divinópolis tem grande importância na história da Ferrovia Centro-Atlântica, que hoje pertence à VLI. Vemos que a ferrovia e o município se desenvolveram juntamente ao longo dos anos, em uma relação de parceria não só baseada nos negócios, mas também no laço próximo que mantemos com a comunidade. A oficina de Divinópolis é o principal polo de manutenção da empresa, com capacidade e expertise técnica para atender qualquer ativo que circula pelos 7,2 mil quilômetros de linhas”, disse Ruggierro na época.

Fonte: G1 e Revista Ferroviária