Pesquisa e edição por Luis Fernando Salles

Desde que o Governo Federal anunciou a reforma previdenciária – agora suspensa – o fantasma da falta de segurança financeira na velhice ficou ainda mais assustador para grande parte da população brasileira. Esse medo provocou uma corrida pelo benefício em 2017, provocando a queda na idade média dos requerentes de 53,25 para 52,8 anos entre as mulheres e, entre os homens, de 55,82 para 55,57 anos, segundo dados da Secretaria da Previdência.
“Essa corrida contra o tempo mostrou que a previdência privada pode ser excelente alternativa para quem quer garantir uma aposentadoria confortável. Mas é importante lembrar que também é uma ótima opção de investimento para a realização de objetivos em médio prazo, como abrir um negócio próprio ou comprar um imóvel”, explica Raphael Swierczynski, CEO da Ciclic, fintech do mercado de previdência complementar.

O executivo ainda ressalta uma mudança no hábito dos mais jovens, considerados desinformados sobre aposentadoria e despreocupados com o futuro. “Não por acaso, pacotes de benefícios que incluem um plano de previdência privado se tornaram chamarizes cada vez mais comuns nas propostas de emprego”, diz.

O mercado de previdência privada ou complementar já possui cerca de 14 milhões de usuários, de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), e diferencia-se completamente do modelo público, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No modelo governamental, não é possível escolher qual quantia será destinada a ela, já que o desconto é automático e proporcional ao salário recebido, podendo atingir o teto de, no máximo, seis salários-mínimos (hoje em R$ 954). Já na previdência privada, o beneficiário pode investir o quanto quiser, pelo tempo que quiser, de acordo com seus objetivos, e estipular renda mensal superior à definida pelo governo.

“Queremos ajudar as pessoas a planejarem o seu futuro, e não ficarem nas mãos da previdência social, pois existem riscos reais com este modelo sem uma profunda reforma. Desta forma, nossos clientes estarão preparados para a aposentadoria, independente do que venha a acontecer com a reforma da previdência social”, destaca Raphael. Fonte: Internet; Monitor Mercantil