Texto de Luis Fernando Salles

O novo expresso turístico entre Rio de Janeiro e Minas Gerais deverá entrar em funcionamento em breve. Conta com 15 carros de passageiros e vagões restaurantes  que comportarão cerca de 860 passageiros entre oito municípios dos dois estados. Com saída de Três-Rios (RJ) e destino a Cataguases (MG), terá um percurso de 168 km.

Locomotiva principal Rio minas
Vagão que será usada no novo Trem Rio-Minas, foi adquirido da Vale e operada no circuito de BH-Vitória (Divulgação)

No decorrer da viagem, o Rio-Minas passará pelas cidades mineiras de Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador e o município fluminense de Sapucaia. Durantes as suas 3 horas duração (apenas ida) e as 6 horas da viagem completa (ida e volta) seus passageiros poderão contemplar as paisagens do lago Furnas, onde se encontra o Complexo Hidrelétrico Furnas, além de belos rios, colinas e fazendas históricas.

O material rodante pertencia a concessionária Vale. Eram usados no trajeto Belo Horizonte – Vitória. Os carros de passageiros foram adquiridos pela Rio-Minas em uma parceria de empresários e municípios locais, que desembolsaram um valor de R$ 1 milhão pelos carros. Após passarem por restauração na cidade de Recreio, as locomotivas e vagões estão sendo aprontadas para começarem a funcionar ainda esse ano.

O novo trem, que se encontra em fase de teste, está programado para rodar nos finais de semana e feriados, com partidas pela manhã. O preço da viagem ainda não foi divulgado pelos organizadores.

Bom para economia

O trajeto ferroviário Rio-Minas tem a expectativa de criar cerca de 500 empregos diretos e indiretos, seja para trabalhar em suas próprias composições ou nas estações por onde passará. Além disso, fortalecerá o comércio dos municípios que se encontram em seu caminho, uma área com aproximadamente 900 mil habitantes.

Um pouco de história

Ao longo do percurso, os passageiros poderão ver de perto a histórica estação de Chiador, primeira do estado de Minas Gerais, inaugurada em 1869, pelo imperador Dom Pedro II. O prédio se encontra em ruínas e deverá ser restaurado por obra patrocinada pela Furnas Centrais Elétricas S.A, com colaboração do Ministério Público de Minas Gerais e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).