Pelo engenheiro e líder ferroviário Geraldo de Castro Filho
A RFFSA teve seu apogeu de investimentos e eficiência nos Governos Militares. Muitos quilômetros de novas linhas foram implantados, outros kms das linhas antigas foram modernizados, novas frotas de Locomotivas e vagões foram adquiridas, nacionalizadas. Foram implantados modernos sistemas de “Controle de Trafego Centralizado” em vários trechos e ramais.
A Industria Ferroviária foi estimulada sendo que a General Eletric montou uma enorme e moderna fábrica, também para exportação, em Campinas/SP e modernizou a fábrica de Contagem/MG, única que ainda não sucumbiu.
Várias outras industrias tais como: Cobrasma, FNV, Mafersa, Pidner , Sta Matilde, Companhia Comercio e Construções, Freios Knorr, FRESIMBRA do Brasil, CBS – Companhia Brasileira de Sinais cresceram e proporcionaram centenas de milhares de empregos aos técnicos especializados e treinados por todo o Brasil.
A própria RFFSA enviou muitos de seus técnicos e engenheiros a outros países para frequentar cursos com o objetivo de aprimorar os conhecimentos bem como para modernizar a administração e a logística dos transportes. Os governos militares criaram os Fundos de Pensão para proporcionar aposentadoria mais humana e justa aos empregados das estatais que compartilhassem financeiramente na formação dos fundos para suas aposentadorias… Na RFFSA, criaram a intocável REFER, orgulho que restou para nossa classe, juntamente com o que nos resta, ou seja, alguns sindicatos de classe atuantes através da batalhadora FNTF e, também, a Associação dos Aposentados-AARFFSA e AENFER.
Então veio a chamada Nova República …A partir daí a empresa começou a ser sucateada pelos desgovernos de Sarney, Collor de Melo e Itamar Franco; sendo posteriormente fatiada e destruída a partir do …dissimulado FHC, até ser extinta nos desgovernos… dos petistas Lula e Dilma.
Estes últimos, desenvolveram a VALEC para obras faraônicas ainda inacabadas no Norte e Nordeste do Brasil com o objetivo de escoar dinheiro dos cofres públicos para o propinoduto dos politiqueiros nacionais…
A tal famigerada VALEC, cabide de empregos de indicados políticos “etc”, continua “atuando”.
Não bastasse tudo isto, os antigos sobreviventes ferroviários e suas famílias têm enfrentado a má vontade cínica dos últimos governantes que através da VALEC e dos Ministérios do Planejamento e dos Transportes têm negado o cumprimento dos mínimos direitos trabalhistas conquistados pela classe.
Negam, inclusive, aqueles constantes dos decretos de extinção, levando muita gente à penúria; quer pela falta de correção justa nos corroídos proventos, quer pela extinção do SESEF, pela péssima administração dos petistas, órgão que proporcionava assistência à saúde de todos ferroviários (PLANSFER), principalmente aos mais humildes e menos favorecidos, a custos compartilhados e compatíveis com a nossa realidade.
Estes governantes ainda lutam na justiça pra não pagar ao fundo de pensão – REFER outra enorme dívida acumulada ao longo dos governos “pos” militares, de cerca de R$ 2 bilhões devidamente comprovada judicialmente, relativa ao Plano de Benefícios dos empregados da CBTU, colocando em risco a sobrevivência do plano e as drásticas consequências aos ferroviários participantes que durante sua vida de trabalho contribuíram, mensalmente, para ter uma aposentadoria complementada, enquanto os governos desonraram as suas obrigações contratuais.
ATÉ QUANDO ?????

Parabéns Engenheiro Geraldo de Castro Filho.
O que você expressou acima corresponde ao pensamento de noventa e nove por cento da nossa classe ferroviária tão sofrida e abandonada pelos governantes.
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