Por Fernando Abelha
Em reunião presidida por Hélio Regato, na Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF, realizou-se, ontem, o encontro dos diretores dos sindicatos da base quando, em ambiente de ampla participação e harmonia, os dirigentes sindicais concluíram o conteúdo para o novo Acordo Coletivo do Trabalho – ACT, referente à correção monetária de 1º de maio de 2018 ao mesmo período de 2019 que será protocolado em 30 deste mês na área de Recursos Humanos da empresa VALEC – Engenharia.
Foram reivindicadas as mesmas cláusulas sociais dos anos anteriores e a correção dos salários dos ferroviários em atividade, pelo valor pleno do índice a ser apontado com base no IPCA, em 1° de maio de 2019. A assembleia decidiu, ainda, manter no ACT 2017/2018, independentemente do Dissídio Coletivo em curso no Tribunal Superior do Trabalho, o reconhecimento do IPCA pleno de 4.08 % e o cumprimento do que ficou acordado pela Comissão Paritária em 2014, quanto as perdas salariais de 35%, referentes aos 5 anos anteriores à Comissão Paritária e que foram, plenamente, reconhecidas pela unanimidade dos membros da Comissão Paritária que contou com três representantes da empresa VALEC que expediu a RP 283/2014, consubstanciada no relatório conclusivo da Comissão.
Quanto ao Dissidio Coletivo que se encontra aguardando pauta no TST, Hélio Regato informou a este repórter, que somente nos restas aguardar o tempo do Tribunal. Disse estarem os sindicatos da base acompanhado de perto, em Brasília, o andamento, em seu ritmo normal, sem qualquer pressão pessoal ou política, de vez o TST não tem somente o nosso processo para julgamento. Desaconselhou qualquer tipo de pressão ou pedidos pessoais que somente retardarão a apreciação, em face de possível reexame das novas propostas que entrem no processo. Disse, também, que seria leviandade apontar uma dada para que o processo entre em pauta por que depende tão somente do TST e voltou a ressaltar que apenas nos resta aguardar o tempo do TST. Disse que é importante lembrar que já obtivemos uma primeira vitória, no momento em que a VALEC, mesmo nada oferecendo de reajuste, conseguimos, no decorrer do processo de mediação, também no TST, direcionar o ACT para apreciação pela Turma de Dissídios Coletivos. no tocante às cláusulas econômicas.
Por sua vez líder sindical João Calegari, presidente do Sindicato dos Ferroviários do Rio Grande do Sul, e vice-presidente da FNTF, disse ser do seu entendimento, que as Associações de Classe não possuem legitimidade para questionar nos tribunais trabalhistas as revisões salariais No caso específico do que envolve os ferroviários junto ao TST, neste momento, qualquer ação intempestiva solicitando índices de perdas salariais diferentes do que já se encontra no Dissídio Coletivo, tais como reenquadramentos ou revisão das escalas base de qualquer outra classe funcional, certamente, trará maior retardamento para solução da correção salarial pela inflação arbitrada pelo governo, em prejuizo da grande massa de ferroviários.
Compareceram, ainda à reunião a seguinte liderança sindical: Paulo Francisco, presidente do Sindicato da Mogiana; Oswaldo Pinto, Sindicato da Araraquara; João Calegari, Sindicato do Rio Grande do Sul; Ariovaldo Bolini, Sindicato da Paulista; Eluis Alves Matos, Sindicato de São Paulo; Izac de Almeida, Sindicato da Sorocabana; Paulo de Tarsso, Sindicato da Leopoldina; Adauto Alves, diretor da FNTF e vice-presidente da Associação Mútua; José Carlos Machado, 1º Secretário da FNTF e Ciro Cezar Viana, suplente de diretoria da FNTF.

Um esclarecimento por favor: O ACT que será julgado pelo TST, é 2017/2018..IPCA abril 2016/2017.O encontro de ontem deve ter se chegado a um acordo, o ACT 2018/2019, com aplicação IPCA de maio de 2017 a abril de 2018 e não maio de 2019, não? Obrigado. .
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Antoniel
Certo
Se não fiz qualquer confusão entendo que o ACT que se encontra no TST em Dissídio Coletivo Coletivo refere-se ao IPCA de 1º de maio de 2017 que foi de 4.08%.
Quanto ao próximio ACT que será encaminhado a VALEC a correção é o indice que será divulgado em 1º de maio de 2018.
Na segunda-feira esclarecerei melhor o assunto junto a FNTF e divulgarei de forma mais clara.
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Não tem mais jeito, vai continuar o entendimento a favor deste maldito orgãos do governo prevalencendo a política deixa quieto.
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Adeir
Qual a sua proposta para solução?
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Ministério público
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Como é possível ser fechado este acordo sendo que há outro deixado de lado à espera de julgamento.. fiquei em dúvida sobre a porcentagem que foi acordada no acordo fechado.
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André
Um medida independe de outra.
Ainda não foi chegado nenhum acordo. O que nós pleiteamos é 4.08% percentual reconhecido pelo IPCA que regula os acordos trabalhistas. O acordo foi transformado em Dissídio Coletivo e encontra-se no TST para aprecisação.
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Obrigado pela atenção querido amigo!
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Joaoo esses 35% é para os aposentados também??
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Vanessa
As perdas salariais apuradas pela Comissão Paritária em 2014, se aprovadas pelo TST através de Dissidio Coletivo,. atingirá a todos: Ativos, aposentados e pensionistas. Assim esperamos.
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Isto Professor. .Obrigado. ..
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Sou pensionista da rffsa, esse acordo de 2017/2018 atinge nós pensionistas também? desde janeiro 2017 não tenho reajuste no meu benefício. Obrigada (ananilzaluz@gmail.com)
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Ana Nilza
Sim. Quando e se for determinado pelo TST atingirá a todos: ativos, aposentados e pensionistas. Mas, temos que aguardar a decisão do Acordo Coletivo que se encontra em tramitação no Tibunal.
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Obrigada, aguardonotícias…
Ana Nilza
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Bom dia entra arffsa que voce vai tirar suas duvidas.3,98 para maio de 2017 falta 2018 e as perdas salariais deve chegar a 40 por cento.abraços.
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Dissidío coletivo CBTU.
O dissídio coletivo dos ferroviarios e metroviários, ligados a CBTU, cuja data base, também é primeiro de Maio, foi marcado para o dia 9 de abril de 2018, aliás, unica data no mês de abril em que se reuni SDC dop TST, se nosso processo não estiver incluido, então só em Maio, junho , julho……….a bel prazer dos senhores ministros.
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João Batista
É isto aí. Acreditamops que o nosso Dissídio faz parte de outro processo. .
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João, me referi a data,são dissídios diferentes infelizmente,antigamente, a CBTU era uma subsidiária nossa, e tinhámos a mesma pauta, e salários iguais, hoje……….,,,, nem a reboque estamos.
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Ja conseguiram , todos lisonjeados com com o acordo firmado no final do ano passado, a orientação vamos aguardar, vamos aguardar(o final da fila).
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Joao abelha mas essa correção de 35% é independente de tst …pois como vc mesmo citou no texto foi a propria valec que aceitou em votação unanime!! Mas esses 35% atingirá aposentados e pensionistas?? Ou somente que é da ativa??
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Fernando abelha mas nesse texto foi bem claro que deu enfase que os 35% será independentemente do tst! E que a valec deu em votação unânime . So me diga esses 35% e o retroativo dos 5 anos atingirá os aposentados e pensionistas??
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Vanessa
Os 35% estão pleiteados no Acordo Coletivo encaminhado a VALEC em 2017 pela FNTF. No entanto, o assunto encontra no TST onde aguarda julgamento. Se ganharmos a ação no TST os ativos, aposentados e pensionistas terãoreajustados os seus proventos por este valor.
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Joao abelha sou filha de SEBASTIÃO MARINHO DE BARROS que foi na RFFSA por 41 anos !! Meu pai foi supervisor geral da RFFSA na região nordeste !
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Joao abelha mas qual o tempo medio pra isso ser julgado no tst ?? Por favor diga para esses sindicados se mobilizarem para esse processo andar logo
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Obrigado João pelos esclarecimentos prestados.
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Boa Tarde, Professor!! Alguma novidade sobre o dissídio coletivo? Já tem data para julgamento? Abs.
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João Abelha,boa noite:Sou pensionista da RFFSA desde 2001,edesde Janeiro 2017não tive nenhum aumento; Esses 35% eodissídiocoletivo desde2017, nóspensionistas tambem receberemos? Jáestoucom 80anos, nãotenhomuito tempopara desfruta r umpouquinho dessa vantagemMuitoobrigada,email:ananilzaluz@gmail.com (Ana |NilzaLuz daSilva)
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Luciana
Qualquer aumento que a categoria receba é direito de aposemntados e pensionistas. Por enquanto ainda não tem nada definido sobre percentual. Vamos aguardar o que o Tribunal Superior do Trabalho decidirá.
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A cada ano o salário dos ferroviários ficam mais defasados.Nós não temos nenhuma culpa dos desvios de verbas na VALEC.Nós fizemos nossa parte quando estávamos na ativa.Espero que os atuais administradores da VALEC,cumpram com a sua parte.E que o TST, olha para essa categoria que tanto trabalhou.Hoje os aposentados com média de 75anos,São muito dependente de que se faça justiça.
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Devo dizer que estes aumentos tao questionados por esta cúpula, não é nem um favor do governo, pois estes direitos é nosso, pois trabalhamos para isto.
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A nossa ida ida para esta tal Valec já foi de proposito, uma para nos esconder da mídia, e outra para embaraçar todas as negociações a que temos direitos, foi mais um truque deste famigerados políticos.
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Se pra darem 4% por cento , estão com esta briga toda, imaginem o que vai acontecer com os 35%, não é ser pessimista não, mas melhor esquecer e viver a realidade, não pagaram o dissidio de 2016/2017, e já estão negociando o próximo, isto somente pode ser coisa do faço que pago e vocês pensam que recebe. Pior que o Sindicato aceita estas aberrações.
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Nestor
Não é bem assim. Eles devem a categoria o INPC de 2018/2019 correspondente a correção de 1,87%. Em 1º de maio próximo completará um ano. Foram três os encontros de mediação FNTF x VALEC. No primeiro ofereceram zero; no segundo 40% de 1,87; no terceiro 60% mas mudando a data base para novembro e sem pagamento de atrasados. A FNTF desconheceu as duas últimas propostas da VALEC e se preparou para ingressar com novo Dissídio Coletivo no TST. Veio o recesso judicial e agora em março, na segunda quinzena, o Dissídio será impetrado. Ao mesmo tempo, a FNTF tem pronto o novo Acordo Coletivo do Trabalho junto a VALEC com a cobrança da inflação 2019/2020. No mesmo ACT e no Dissídio permanecerá a clausula referente as perdas salariais de 36%, perdas reconhecidas pela VALEC no relatório conclusivo da Comissão Paritária constituída em 2014.
Se teremos sucesso ou não, é imprevisível, mas os sindicatos, sob a liderança da FNTF, em momento algum cruzaram os braços.
Temos de reconhecer que somente as lideranças sindicais é o que nos resta. Se você tem alguma outra solução apresente. Este foi o buraco que Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e Temer permitiram que nos jogassem.
O final dessa realidade é imprevissível.
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Agradeço suas colocaçoes, e ja ficou bem claro para nós que estes acordos em questao é uma coisa imprevisivel, na realidade nunca acontecera. ( somente faltou falar isto
grato nestor
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Boa tarde infelizmente no Brasil é um peso para duas medidas vejam a reposição das Excelências foi decidido rapidamente a nossa só Deus sabe.
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