Colaboração do engenheiro Manoel Geraldo Costa
Rio de Janeiro e Minas Gerais vão entrar nos trilhos muito em breve. Os dois estados da Região Sudeste se preparam para finalmente dar início às operações do Trem Rio-Minas. A futura linha turística vai ligar a cidade fluminense de Três Rios e a mineira Cataguases. A previsão é que o novo serviço entre em funcionamento no segundo semestre de 2018.
Com cerca de 120 quilômetros de extensão, o percurso do Trem Rio-Minas passará por um total de oito estações, que ficarão nos municípios de Três Rios (RJ), Chiador (MG), Sapucaia (RJ), Além Paraíba (MG), Volta Grande (MG), Recreio (MG), Leopoldina (MG) e Cataguases (MG). “Será o primeiro trem turístico interestadual”, adianta Paulo Henrique Nascimento, presidente da ONG Amigos do Trem, que está à frente do projeto.
Ainda segundo ele, as viagens do Trem Rio-Minas serão realizadas aos sábados, domingos e feriados. Uma composição fará o trecho Três Rios-Cataguases, enquanto uma outra cumprirá o sentido inverso, ambas com partidas programadas para 9 horas da manhã. Cada um dos percursos deverá durar cerca de duas horas e cinquenta minutos. “Vamos resgatar um meio de transporte que, infelizmente, foi paralisado na década de 1980, além de manter preservado todo um patrimônio histórico, que são as estações”, destaca Nascimento.
Fruto de um investimento de mais de R$ 800 mil, a composição do Trem Rio-Minas que fará o trajeto Três Rios-Cataguases deverá ter capacidade para transportar até 560 passageiros. Ela será composta de uma locomotiva modelo G12, um vagão gerador, dois vagões lanchonete/restaurante, cinco para classe turística e um para pessoas portadoras de deficiência.
Já a composição do trecho Cataguases-Três Rios terá também uma locomotiva, quatro vagões de classe turística e um de buffet, que, ao mesmo tempo, será gerador de energia. A capacidade deverá ser de até 320 passageiros. Todas estão sendo reformadas na oficina da ONG Amigos do Trem, localizada na cidade de Recreio, que conta com uma equipe com 12 funcionários. “Os vagões operavam no trecho Vitória-Belo Horizonte e eram utilizados até 2015. Foram fabricados na Romênia e iriam para a África, mas acabaram sendo adquiridos especificamente para o nosso trajeto”, vibra Nascimento.
Geração de empregos
De acordo com Paulo Henrique do Nascimento, com o início das operações do Trem Rio-Minas, deverá ser gerado cerca de 500 empregos diretos e indiretos. O presidente da ONG Amigos do Trem ainda acrescenta que já estão sendo realizadas negociações com diversas empresas de turismo para a criação de futuros pacotes de viagens. “Acreditamos que o setor turístico das cidades será devidamente beneficiado”, opina.
Empolgado, Nascimento adianta que, a médio prazo, existe a possibilidade do Trem Rio-Minas ganhar até mesmo um novo ramal. Com cerca de 40 quilômetros, o futuro trecho teria, inicialmente, três estações Santo Antônio de Pádua, no Estado do Rio, e Palma e Recreio, ambas em Minas Gerais. “É o ramal que antigamente chegava até Campos dos Goytacazes”, ensina.
Fonte: O Dia Online

Maravilha. Como nao temos governos nem politicos que pensam no povo e nos municipios, menos ainda no retorno financeiro que o turismo proporciona, dependemos de ONGs e de empreendedores com vitalidade e profissionalismo para dar força a trens de turismo entre cidades que vao alegrar a enorme populacao de amantes dos trens. Deveriam ser tracionado por locomotivas a vapor. Sao mais poéticas!
Êita trem bom , sô !!!
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Prezado Geraldo
Os ferroviários que conseguirem sobreviver, mesmo com tantos desabores e injustiças praticadas sob a vista dos governantes, hão de protestar enquanto vivos, contra o descalabro que fizeram com as nossas ferrovias. É de fato, inacreditável, tamanha destruição – mais de 20 mil quilômetros de linhas por todo o País – aos olhos compassivos do Ministério dos Transportes. seus órgãos auxiliares ANTT, DENIT e outros.
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